Ações devem abrir em queda após desvalorização de bigtechs e dados da ADP menores do que o esperado

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 8 de janeiro de 2025 – Os principais índices de ações do mercado dos Estados Unidosdevem abrir o pregão em queda nesta quarta-feira. O movimento ocorre após uma queda acentuada nasações das big techs e renovados temores sobre o ritmo dos cortes nas taxas de juros, queimpulsionaram uma onda de vendas em Wall Street. Dados da ADP divulgados hoje mais cedo mostraramque o setor privado dos Estados Unidos criaram menos vagas de emprego do que o esperado pelomercado.

Os futuros tiveram um movimento de queda após a CNN reportar, citando fontes, que o presidenteeleito Donald Trump está considerando declarar uma emergência econômica nacional para implementarnovas tarifas comerciais.

A Palantir, uma das maiores ganhadoras do S&P 500 no ano passado, com uma valorização superior a340%, registrou sua terceira queda consecutiva no pré-mercado, perdendo mais de 2%. Já afabricante de chips Advanced Micro Devices (AMD) recuou cerca de 2,2%, após um rebaixamento peloHSBC.

Dados divulgados nesta manhã mostraram que a criação de empregos no setor privado nos EstadosUnidos (ADP) desacelerou mais do que o esperado em dezembro, enquanto os salários cresceram noritmo mais lento desde julho de 2021. Foram criadas 122 mil vagas, excluindo o setor rural, ante aprevisão de 136 mil dos analistas. Os investidores agora aguardam a divulgação da ata da reuniãode dezembro do Federal Reserve (Fed), prevista para às 16h (horário de Brasília).

As ações vêm de uma sessão difícil, com os principais índices fechando no vermelho, apósdados econômicos robustos indicarem uma expansão maior do que o esperado no setor de serviços dosEstados Unidos segundo o Institute for Supply Management (ISM). O índice subiu 54,1 pontos emdezembro, de 52,1 pontos em novembro, ante a previsão de 53,4 pontos dos analistas.

O relatório também mostrou um aumento nos preços durante o mês, reacendendo preocupações sobrea inflação persistente e dúvidas sobre o ritmo de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve(Fed, o banco central norte-americano) este ano.

De acordo com a ferramenta FedWatch da CME, os mercados atualmente precificam uma probabilidade de95% de que não haverá cortes na taxa de juros na reunião do banco central este mês.

Os Treasuries dos Estados Unidos, que têm subido devido às apostas de que os planos tarifários efiscais de Trump poderiam elevar a inflação, também avançaram após os dados econômicos.

Erika Kamikava – erika.kamikava@cma.com.br

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