São Paulo, 14 de janeiro de 2025 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)aprovou financiamento no valor total de R$ 480 milhões para as unidades industriais da CompanhiaMineira de Açúcar e Álcool (CMAA) ampliarem a produção de etanol e a geração de energia apartir da biomassa da cana-de-açúcar, e para modernização industrial e aquisição deequipamentos.
Com R$ 220 milhões do Fundo Clima, a Vale do Pontal Açúcar e Etanol S/A, unidade industriallocalizada em Limeira do Oeste (MG), vai ampliar a capacidade de produção de etanol anidro apartir da cana-de-açúcar em até 85 mil m3 por ano, alcançando 205 mil m3 por safra. E, também,ampliar a geração de energia a partir de biomassa em até 34 MW, alcançando 68MW. Para isso aVale do Pontal vai expandir a capacidade de geração de vapor de 230t/h para 430 t/h. Oinvestimento total no projeto é de R$ 289,4 milhões e deve gerar mais de 500 empregos.
Atualmente, a Vale do Pontal tem capacidade para processar 2,7 milhões de toneladas de cana porsafra (abril a novembro), produzindo etanol hidratado (mercado interno), açúcar do tipo VHP(predominantemente direcionado para exportação) e energia elétrica, que atende o consumoindustrial e a área agrícola. O excedente é injetado no Sistema Interligado Nacional. Com ofinanciamento, a usina passará a processar 4 milhões de toneladas de cana por safra.
Com o aumento da produção de etanol, a Vale do Pontal também aumentará a sua capacidade degeração de Certificados de Carbonização (CBios), emitidos a partir da produção ecomercialização de biocombustíveis, como etanol e biodiesel, no Brasil. Cada CBio corresponde àredução de uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivalente nas emissões de gases de efeitoestufa. Esses créditos são utilizados como instrumentos de compensação de emissões pelasdistribuidoras de combustíveis, que precisam cumprir metas de descarbonização estabelecidas pelaPolítica do RenovaBio.
MODERNIZAÇÃO
Com R$ 260 milhões do programa BNDES Máquinas e Serviços, as três unidades da CMAA investirãona modernização industrial e na aquisição de equipamentos agrícolas. As unidades Vale doPontal, Vale do Tijuco e Canápolis pretendem utilizar os recursos, respectivamente, na ordem de R$50 milhões, R$ 160 milhões e 50 milhões. Os recursos também poderão ser usados para capital degiro.
Os recursos poderão ser aplicados para aquisição, comercialização ou produção de máquinas,equipamentos, sistemas industriais, componentes, bens de informática e automação, bem como para aaquisição de bens industrializados nacionais, serviços nacionais e equipamentos importados comimpossibilidade de fornecimento de similar nacional.
“O financiamento aprovado pelo BNDES está alinhado às diretrizes do governo do presidente Lula queorientam a ampliação da produção de biocombustíveis, fundamentais para o processo dedescarbonização, além da produção de energia limpa e renovável, como a de vapor produzido naqueima de biomassa, neste caso, o bagaço da cana, contribuindo para a redução das emissões degases que causam o efeito estufa”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
“É com grande entusiasmo que recebemos do BNDES a confirmação da aprovação destes doisimportantes financiamentos com recursos do Fundo Clima e do programa Finame. Estes recursos serãoessenciais para impulsionar os investimentos de longo prazo da CMAA, permitindo-nos reforçar nossocompromisso com soluções sustentáveis e inovadoras. Com este apoio, daremos mais um passoimportante para fortalecer o crescimento de nossos negócios e contribuir com o desenvolvimentoeconômico e ambiental do Brasil. Estamos confiantes de que esta conquista trará resultadosexpressivos, beneficiando não apenas a CMAA, mas toda a cadeia produtiva que apoiamos”, destacouCarlos Eduardo Turchetto Santos, CEO do grupo CMAA.
Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior, José Luís Gordon,a operação está alinhada aos objetivos da Nova indústria Brasil e do Fundo Clima. “A grandecapacidade de produção de biocombustíveis é um diferencial brasileiro no campo dadescarbonização e transição energética, compondo um dos pilares da nova política industrial edo Plano Mais Produção.”
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