São Paulo, 15 de janeiro de 2025 – O pregão foi de alívio. A Bolsa fechou em alta expressiva,subiu mais de três mil pontos, em dia de otimismo global e com os dados de inflação nos EstadosUnidos mais favoráveis, o que aumenta a expectativa de uma política monetária menos restritiva.
Somado a isso, no cenário doméstico, as contas do governo com déficit menor que o esperado,abertura na curva de juros e ativos bem descontados ajudaram no bom humor Das 87 ações do índice,apenas duas ações caíram-Marfrig e Klabin.
As ações da Marfrig (MRFG3) e Klabin (KLBN11) caíram 1,75% e 0,50%, respectivamente. Asações da Hapvida (HAPV3) foram destaque de alta “por conta da proximidade das audiências sobre apolítica de preços e reajustes nos preços dos planos”, disse Rodrigo Cohen, analista deinvestimentos e co-fundador da Escola de Investimentos.
O principal índice da B3 subiu 2,80%, aos 122.650,20 pontos. O Ibovespa futuro com vencimentoem fevereiro avançou 2,88%, aos 123.775 pontos. O giro financeiro foi de R$ 48 bilhões. NosEstados Unidos, os índices fecharam no positivo.
Alison Correia, sócio e analista da Top Gain, disse que recesso parlamentar, ativos descontadose inflação nos Estados Unidos ajudam a animar o mercado.
“Não temos o Congresso pra atrapalhar; muitos ativos estão descontados, empresas boas e combons fundamentos que foram muito machucadas no ano passado, e nesse início de ano é umaoportunidade para quem acredita em longo prazo e quer começar a montar uma carteira. Outro pontoque favorece é a é a inflação nos Estados Unidos-PPI abaixo do esperado {+0,2% e previsão 0,4%]e CPI levemente abaixo das projeções, o que reanima a expectativa de que EUA voltem à pauta decorte nas taxas de juros”.
Gustavo Mendonça, sócio e especialista da Valor Investimentos, disse que a alta significativada Bolsa reflete uma combinação de fatores internos e externos
“Por aqui, a retração acima do esperado do setor de serviços [-0,90%], pressiona os jurosfuturos pra baixo, o que favorece o mercado de ações. No exterior, o catalisador foram os dados dainflação nos EUA, mesmo em linha com as expectativas aponta uma desaceleração no núcleo dainflação, e reduz com as preocupações das persistências inflacionárias a longo prazo”.
Thiago Pedroso, responsável pela área de renda variável da Criteria, disse que vários pontospositivos aqui e lá fora ajudam nesse bom humor do mercado.
“O CPI, o cessar-fogo de Israel e o Hamas [grupo extremista], alta do petróleo que puxa aPetrobras, as contas do governo que vieram com déficit de R$ 4,51 bilhões, abaixo dos R$ 6,5bilhões que o mercado esperava, queda do dólar puxando para baixo curva de juros, todos essesfatores ajudaram o índice. Somado a isso, hoje é vencimento de opções sobre o Ibovespa e a bolsaestá bastante depreciada, com várias análises apontando que os locais [investidores] estão comalocação muito baixa em um momento em que os ativos estão muito amassados”.
Ian Toro, especialista em renda variável da Melver, disse que a Bolsa responde positivamenteaos dados de inflação nos Estados Unidos.
“O CPI de certa forma veio dentro do esperado, apenas o núcleo abaixo. A preocupação seria seo índice viesse acima e o Fed começasse a projetar altas de juros. As apostas para corte ou nãodas taxas estão divididas no mercado, acredito em uma manutenção [para reunião de 28 e 29] porfalta de clareza do cenário [com a nova gestão Trump]. Aqui, o fiscal desancorado ainda preocupa”.
Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, disse que “com o núcleo do CPI abaixo doesperado -subiu 3,2% e projeção era de +3,3%, aumentou a probabilidade de o Fed cortar juros,apesar de um mercado de trabalho aquecido”.
Soraia Budaibes – soraia.budaibes@cma.com.br (Safras News)
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