Brasil 'apresenta' Combustível do Futuro em Fórum Econômico de Davos

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 22 de janeiro de 2025 – A Lei do Combustível do Futuro ganhou destaque internacionaldurante o Fórum Econômico Mundial, que reúne os principais representantes do setor de energia emDavos, na Suíça. No painel Environmental Economic Factor Integrating the Socioeconomic Benefit ofBiofuels, Alexandre Silveira apresentou as perspectivas do Brasil a partir do marco legal aprovadoem 2024.

A agenda faz parte da série de compromissos oficiais em que Alexandre Silveira representará opresidente Lula na cidade europeia. A expectativa é atrair os olhares do mundo para o Brasil como ogrande líder na corrida para a transição energética.

Durante o painel na Casa Brasil, Silveira apresentou os resultados que o país alcançou dentro dameta de descarbonização para 2024, quando superou a economia esperada de 38,78 milhões detoneladas de CO2 equivalente que havia sido determinada em 2023 por resolução do Conselho Nacionalde Política Energética (CNPE).

Em 2024, com a emissão de 42,44 milhões de créditos de carbono, os chamados CBIOs, o mesmo valorequivalente deixou de ser emitido na atmosfera, gerando assim R$ 3,9 bilhões em valor financeiro.

“O Brasil deu um passo imenso no ciclo virtuoso da descarbonização: nós aprovamos a Lei doCombustível do Futuro. Essa cadeia terá que ser valorada no mundo e os prêmios verdes devem serpagos pelos países desenvolvidos, trazendo retorno a essa cadeia sinérgica que envolveagronegócio, agricultura familiar e geração de energia”, disse Alexandre Silveira.

A Lei 14.993 de 2024, que criou o Combustível do Futuro, estabelece uma série de iniciativas defomento à descarbonização, mobilidade sustentável e transição energética no Brasil. Nessecontexto, são previstos investimentos de R$ 260 bilhões, até 2037, no setor, com aneutralização de 705 milhões de toneladas de CO2 no mesmo período.

A iniciativa conta com ações que miram a expansão dos biocombustíveis na matriz energética, emnovos percentuais de mistura de biodiesel e etanol no transporte terrestre, na decarbonização dosetor aéreo a partir do uso do SAF (combustível sustentável de aviação), na ampliação daprodução e consumo do biometano, entre outras medidas.

Durante o painel, o diretor de ESG Latin America da Accenture, Felipe Bottini, destacou que cadalitro de biodiesel produzido gera quatro vezes mais de retorno para a economia brasileira do que odiesel fóssil, chegando a 13,3 vezes mais, se observados fatores ambientais.

Destacando a importância das políticas públicas de impulsionamento dos biocombustíveis aprovadasno ano passado, o CEO da Be8, Erasmo Batistela, afirmou que os biocombustíveis geram mais retornopara o PIB do Brasil do que os combustíveis fósseis, destacando a força do país pela suapluralidade energética os biocombustíveis no Brasil geram emprego, renda e descarbonização”,concluiu

Copyright 2025 – Grupo CMA

Voltar ao topo