Mariana Missiaggia

Mariana Missiaggia

Repórter mserrain@dcomercio.com.br

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Para Maria Zilma, do ILC, ausência de diálogo prévio e a indefinição sobre prazos e cronogramas deixam comerciantes inseguros e sem capacidade de planejamento


Falta de informação e comunicação

Maria Zilma, diretora do Instituto Leonel Cogan, que fica na rua Estado de Israel, a poucos metros da Sena Madureira, também sente a "falta de informação e diálogo" sobre os impactos. Ela cita a falta de oportunidade de fala em audiências públicas, informações desencontradas, e a falta de apoio técnico. Especialmente na questão ambiental. 

Na visão de Zilma, a ausência de diálogo prévio e a indefinição sobre prazos e cronogramas de conclusão das obras deixam os comerciantes inseguros e sem capacidade de planejamento. Além disso, ela aponta que essa indefinição prolongada causada pelas obras pode impactar a percepção de valor dos imóveis comerciais na região - as obras estão paralisadas há um ano.

Sobre a questão ambiental, Zilma aponta a necessidade de maior transparência e apoio técnico, pois "muitas das árvores que contornam a avenida já demandam algum tipo de intervenção, e estariam inseguras na borda da pista".

Outro receio de Zilma é que a criação de um túnel com pouca circulação de pedestres à noite poderia potencializar a atração de moradores de rua e usuários de drogas, agravando a sensação de insegurança na região.

Em conversa com o Diário do Comércio, Rafael Minatogawa, subprefeito da Vila Mariana, contextualizou o andamento do projeto, que atualmente está em fase de licitação. Questionado sobre o prazo para o início efetivo das obras, Minatogawa diz ser imprevisível.

“Não dá para dizer se em três meses o túnel começará a ser perfurado porque o processo licitatório tem etapas imprevisíveis", disse.

Na visão do subprefeito, para além de questões técnicas, o projeto se tornou polêmico por ter se arrastado por tanto tempo. "O projeto é de 2011. Quando uma obra pública demora, gera muita expectativa, atravessa governos e abre espaço para esse tipo de coisa. Como o monotrilho, que com o tempo foi frustrando a população," analisa.

O subprefeito destaca que o projeto atual passou por revisões, atendendo a duas grandes preocupações da comunidade: a questão ambiental e a realocação de moradias. Nas palavras do subprefeito, o novo projeto terá um impacto ambiental menor que o previsto anteriormente. Na próxima semana, 105 novas árvores serão plantadas na região da Sena Madureira, segundo ele.

A expectativa é que ao todo, sua gestão totalize um plantio de mil árvores na região. Minatogawa também comentou sobre as audiências públicas que, em sua avaliação, foram prejudicadas pela presença de grupos ideológicos que mesmo sem interesse real no projeto, tumultuaram o espaço e tiraram o protagonismo de quem realmente mora e empreende na região.

Para o subprefeito, a obra é crucial. "Estou desde 2018 na região e, quando passa das 17h, é caótico. Perdemos mais de meia hora em um cruzamento que deveria ser simples. Dados da CET mostram que passam mais de 80 mil carros por ali na hora do rush. Acredito muito na eficácia (da obra)", concluiu. 

IMAGENS: Prefeitura de SP (Simulação) e Arquivo pessoal         *Alterada em 29/10/2025 às 9h45

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Há 30 anos como membro ativo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da qual é vice-presidente e coordenador do seu Conselho do Varejo (CDV), Nelson Kheirallah está à frente de um importante lançamento, que será realizado nesta quarta-feira (22/10), na sede da ACSP: o livro "Gestão de Negócios no Varejo" (Zuila Editora, 2025), organizado por ele e pelo professor Juedir Teixeira, coordenador-adjunto do Comitê de Gestão do CDV.

Com prefácio do presidente da ACSP Roberto Mateus Ordine, e definido por Kheirallah como "um manual prático para orientar o pequeno varejista brasileiro", o livro é resultado de um esforço coletivo do Conselho do Varejo, e é composto por artigos especializados de 20 coautores. A motivação, segundo Kheirallah, é clara: "Deixar um legado com base em tudo que ouvimos nestes últimos anos para ajudar pequenos varejistas".

Em entrevista ao Diário do Comércio, ele conta que o livro oferece uma abordagem prática ao reunir em um único volume tudo o que os gestores precisam para adotar uma visão de negócio mais estratégica com capítulos detalhados e que navegam desde práticas tradicionais até soluções para enfrentar os desafios do varejo moderno. Veja a seguir:

Diário do Comércio - O que motivou o CDV a organizar esse livro e quais são os principais temas abordados?

Nelson Kheirallah -  O livro organiza temas importantes que são destrinchados por 20 coautores, importantes especialistas em suas respectivas áreas. Tudo foi coordenado pelo professor Juedir Teixeira, ajudei a organizar e escrevi a página de apresentação, em que falo do surgimento das práticas comerciais desde os fenícios (povo originário da Fenícia, região que hoje corresponde ao Líbano). Naquela época, há mais de 3 mil anos, eles navegavam pelo mar Mediterrâneo e não tinham nenhum tipo de comunicação. Quando chegavam aos portos, vendiam, compravam, faziam escambo - e eram considerados grandes comerciantes, pois formavam entrepostos comerciais estratégicos com suas mercadorias. 

Nessa carta de apresentação, cito também a importância de outros povos que facilitaram o intercâmbio entre diversas culturas até chegarmos ao atual cenário global, dinâmico e competitivo que o e-commerce nos impõe. O livro abrange todas as necessidades de um pequeno varejista, e o orienta desde a inauguração de uma loja, passando pelos aspectos técnicos até se tornar um verdadeiro manual de varejo.

A intenção é deixar um legado com base em tudo o que ouvimos, vivemos e sentimos nesses últimos anos. Além disso, é um grande marco do CDV por ser parte de uma colaboração importante que a ACSP prestará ao comerciante, pois o livro não será vendido, e sim, dado aos associados e os que fazem parte desse escossistema como um verdadeiro serviço ao empresariado.


O CDV foi criado em 2007 pelo então, presidente Alencar Burti, e o senhor foi o primeiro a coordená-lo. Fale um pouco sobre a atuação do CDV e as principais pautas ao longo desse tempo.

Kheirallah - Sim, fui convidado pelo Burti a coordenar o CDV e assim permaneci até 2019, e agora, estou de volta. Esse Conselho nunca perdeu de vista as necessidades dos pequenos, sempre buscou esclarecimentos e atualizações sobre pautas atuais e do dia a dia do empresariado. Hoje a questão tributária, do Simples nos coloca junto com outras entidades, em um lugar de debate, e como voz crítica diante de uma legislação que vai penalizar muita gente. Também sempre estivemos muito atentos aos movimentos do franchising e dos shoppings. Em 2013, fomos muito ativos quanto a lançamentos de shoppings que indicavam proximidade e poderiam levar o setor a uma concorrência predatória.

Foi um período difícil, mas que tivemos um papel importante, pois reuníamos em nossos encontros na ACSP diretores de grandes redes do varejo, lojistas do Brasil todo, as administradoras dos shoppings e gente com muita experiência no assunto. Hoje considero esse livro o ápice desse trabalho. Materializar esse manual é uma verdadeira conquista, e deixa um legado desse grupo para o futuro.


O senhor comenta sua participação com essa contextualização histórica na apresentação do livro. Como o livro se encaixa no atual momento do varejo?

Kheirallah - O livro foi escrito esse ano e é bem atual em seus 20 artigos, pois consegue orientar o pequeno varejista sobre quais ações deve tomar e ao que deve se atentar. Hoje em dia, é essencial falar sobre a importância dos dados para a tomada de decisão, a inovação do comércio, práticas de expansão, sustentabilidade, responsabilidade social - tudo isso integrado à eficiência e visão estratégica. E o livro passa por todos esses temas de forma muito consistente.


Como o livro orienta o varejista tradicional a se adaptar ao novo cenário digital sem perder a essência do atendimento físico?

Kheirallah - Não temos mais essa diferença entre varejo físico e digital. Não existe empresa que tenha sucesso operando somente no digital e aquelas que tentaram forçar esse modelo acabaram migrando para o físico também. Acredito que o livro seja importante no sentido de mostrar a importância da complementariedade. Não há outro caminho. O consumidor tem uma jornada de compra, e ela passa por muitas etapas: testar, olhar, tocar, sentir. Poucos itens não demandam esse desejo. O comerciante precisa entender que uma loja tem diferentes papéis, que não passam, necessariamente, pela venda final.


De que forma a inflação, a taxa de juros e a instabilidade econômica têm moldado o comportamento de compra do consumidor brasileiro? O que o varejista deve fazer para atrair e reter esse consumidor mais cauteloso?

Kheirallah - Hoje, a taxa de juros afeta o varejo, mas os varejistas oferecem condições favoráveis que mantém o equilíbro no varejo. Entre altos e baixos os setores vão se mantendo. O mais importante é conquistar e encantar, e acredito que nesse sentido, o livro ensina bem. Especialmente, porque tem foco no pequeno e médio empresário que é quem mais sofre com esse cenário. Agora, no aspecto financeiro das empresas, os desafios estão sempre em torno da falta de capital de giro, da falta de financiamento e da escassez de mão de obra.


Falando um pouco mais sobre o lado das empresas, além da digitalização, quais outras tendências de longo prazo seriam importantes incorporar agora para garantir o sucesso na próxima década?

Kheirallah - Sem dúvida o mais urgente é o varejo virtual, ser omnichannel, que sabemos que não é fácil para quem é pequeno, porém é necessário. Agora, pensando nos próximos anos, vejo como essencial trabalhar com IA não só para facilitar negócios, como também para agilizar etapas para o consumidor que está cada vez mais acostumado com agilidade. Na medida do possível também vejo como importante identificar as prioridades da nova geração, que vai cobrar muito por sustentabilidade e responsabilidade social. Isso, com certeza, vai pesar a longo prazo.

Obra também pretende mostrar para o comerciante que uma loja tem diferentes papéis que não passam só pela venda final, segundo Kheirallah

 

IMAGEM: Pablo de Sousa/Agência Luz e Rebeca Ribeiro

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A velha máxima de que "compramos pela emoção e justificamos pela razão" nunca foi tão atual. Em um cenário global complexo, repleto de incertezas e transformações aceleradas, as emoções dos consumidores se consolidam como o principal motor do comportamento de compra e a chave para o crescimento das marcas nos próximos anos.

Esse é o panorama apresentado por Daniela Dantas, vice-presidente da WGSN na América Latina, durante a edição de 2025 do BConnected, realizado pelo Grupo Bittencourt, com base no estudo "Consumidor do Futuro 2027: Emoções", feito pela consultoria especializada em previsão de tendências.

A pesquisa mapeou as emoções que não apenas influenciarão, mas ditarão o comportamento de consumo até 2027, redefinindo o posicionamento de marca, a inovação em produtos e as estratégias de engajamento.

Nessa análise de tendências, Daniela indica que a busca por conexões autênticas e experiências que ressoem com os sentimentos mais profundos se torna um imperativo. De modo geral, a especialista explica que a próxima fronteira do consumo não está em novas tecnologias, mas sim na capacidade das marcas de serem emocionalmente inteligentes.

E segundo ela, aquelas que conseguirem reagir a esses motores emocionais complexos não apenas gerarão vendas, mas construirão a conexão e a lealdade necessárias para prosperar em uma era de constante turbulência. Para os próximos anos, Daniela aconselha acompanhar de perto quatro tendências de comportamento do consumidor:  

Guardiões da privacidade - movidos pelo termo popular brain rot usado para explicar a sensação de deterioração mental e intelectual causada pelo consumo excessivo de conteúdo superficial, esse grupo de consumidores vai na contramão de um estilo de vida permanentemente conectado, e que se opõe à cultura da superexposição para proteger seus dados e seu bem-estar mental.

Como uma forma de reação ao que eles enxergam como excesso, esses usuários estão redefinindo a privacidade como um desejo de recuperar o senso de autonomia, refúgio e satisfação. E por isso, buscam controlar quem tem acesso às suas vidas e conteúdos e deixam de compartilhar seus momentos em redes e perfis públicos, como Instagram e Tiktok.

Para encontrar pertencimento, eles passam a se manifestar em grupos privados que reforçam a ideia de exclusividade e comunidade seletiva. Contas privadas e contas secundárias (os "finstas", de fake Instagram) também surgem como alternativas para manter tal conteúdo apenas com um círculo íntimo de conhecidos.

Nesse sentido, a especialista diz que as marcas que conseguirem oferecer simplicidade, segurança e uma sensação genuína de descoberta e exclusividade, para além dos algoritmos, atrairão esse grupo, que está cada vez mais desconfiado da tecnologia moderna.

"Passamos do oversharing (compartilhamento excessivo) para o gatekeeping (filtragem), em que as pessoas buscam grupos privados e exclusividade, como apps que exigem aprovação para acesso. Vence o minimalismo digital".

Energizadores - cansados de uma rotina hostil, esse grupo busca por ferramentas que dêem um tom de bom humor, entretenimento e brincadeira a momentos excessivamente sérios. Um exemplo que materializa esse movimento de busca por um respiro lúdico em meio a um cotidiano pesado é o Labubu, recente febre de consumo mundial. 

"Sempre que possível, esse grupo usa a imaginação e a criatividade para promover o movimento kidults e amenizar a sensação de medo, ansiedade e o contexto de crise em que vivemos. São consumidores que precisam de pequenos momentos de leveza e alegria no dia a dia", disse.

Ao explicar o termo kidults (junção das palavras kids e adults, crianças e adultos em português), Daniela elucida que o movimento costuma resgatar os símbolos da infância não apenas em nome da nostalgia, mas também em busca de leveza, aventura e escapismo. Essa contraposição à seriedade vem na maioria das vezes dos Millennials, Geração Z e Alfas.

Nesse sentido, já é muito comum ver nas prateleiras de lojas de brinquedos produtos multigeracionais, ou seja, jogos e brinquedos que atendam não apenas as crianças, mas também os adultos e que estampam na capa uma classificação etária de 0 a 99 anos. E isso, segundo a especialista, está no radar de marcas, como a Hasbro, de forma crescente, dada a tendência da inversão da pirâmide geracional.

Embora seja uma tendência global, Daniela aponta que hoje o cenário tem se alterado e vindo muito do Sudeste Asiático, que agora detém boa parte do controle dessa narrativa e perspectiva. É o caso da Coreia, que vem apostando em K-beauty e games para atrair o consumo da população global, exemplificou.

Neoindependentes - entre fantasia e realidade, esses consumidores precisam crer mais naquilo que consomem, pois já não sabem mais o que é fake e fruto da IA, e precisam de marcas em que confiam. Nesse contexto, existe uma desconfiança geral com relação a marcas e suas narrativas.

Daniela cita a preferência e ascensão do Substack entre esses consumidores que migraram do Instagram para a plataforma, em que é possível escrever e enviar newsletters por e-mail para seus assinantes - e que por ser uma alternativa independente transmitem mais confiança do que as demais redes.

Outro exemplo citado pela especialista é o aplicativo Yuka, que usa um sistema de cores para indicar o impacto do produto na saúde das pessoas por meio do escaneamento de produtos, como alimentos e cosméticos, e analisa se ele é bom para o consumidor. Para se diferenciar e ganhar a confiança desse grupo, Daniela diz ser preciso formar comunidades, pois "pessoas acreditam em pessoas".

Convencionais: cansados, um grupo que reflete a tendência em que o público demonstra verdadeira exaustão diante do excesso de estímulos, da cultura da pressa e da pressão por uma vida "perfeita" nas redes sociais. Esse cansaço os leva a uma busca por maior descanso, bem-estar e conexões mais autênticas com as marcas.

Eles querem a volta ao passado, ao simples, e valorizam o movimento de revistas sendo impressas, embalagens que remetem a infância, prezam pela tradição e transparência, gostam do que é clássico e autêntico, e que de alguma forma, evoca uma memória afetiva. 

Rejeitam a cultura maximalista e encontram prazer em se desconectar, e isso também os torna mais exigentes e menos tolerantes a atendimentos robotizados, mensagens de marketing genéricas ou invasivas, para priorizar marcas que oferecem personalização e comunicações mais relevantes e menos intrusivas, respeitando o tempo e a atenção do consumidor.

"Nesse contexto, as marcas devem ir além do modelo de bem-estar orientado para a produtividade e começar a criar pensando no reabastecimento emocional, no suporte compartilhado e na recuperação do sistema nervoso para alcançar uma relevância duradoura e se conectar com os consumidores que se sentem cansados", disse Daniela.

IMAGEM: Divulgação BConnected

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Apontado como um momento histórico para o sistema associativista paulista, a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) realiza até a próxima quarta-feira (15) a sua primeira Convenção de Vendas, reunindo 300 associações comerciais em Águas de Lindóia, no interior de São Paulo.

O evento inédito reflete uma mudança estratégica no foco das entidades, com o objetivo de potencializar a oferta de serviços e garantir a sustentabilidade das representações do micro e pequeno empresário.

Ao comentar a relevância do evento, Marco Bertaiolli, vice-presidente da Facesp, diz que a ocasião é uma imersão voltada à integração, ao aprendizado e ao fortalecimento das entidades que melhor representam as micro e pequenas empresas e a classe empreendedora.

Bertaiolli explica que as associações comerciais se apoiam em dois pilares bem definidos: a representação institucional e a prestação de serviços. O primeiro, que historicamente uniu as entidades na defesa dos interesses das micro e pequenas empresas (MPEs), vem, segundo ele, perdendo espaço.

“A representação institucional, ao longo dos anos, vem perdendo valor na sua filiação e a substituição pelos serviços prestados vem crescendo”, pontua Bertaiolli.

A pequena empresa, que no passado se filiava pela representatividade, hoje “se filia muito mais pelos serviços que são prestados, que é o segundo pilar da nossa entidade”, diz o vice-presidente da Facesp.

Por essa razão, ele indica que a 1ª Convenção de Vendas surge como uma resposta direta a essa transformação. O evento tem o propósito de garantir que todos os produtos e serviços disponibilizados pela Facesp cheguem ao alcance das 300 associações comerciais paulistas, por meio de treinamento, capacitação e informação.

Bertaiolli também menciona a estruturação da atual operação da Facesp. Um dos objetivos centrais é o Programa de Fortalecimento (PFFOr), iniciativa que tem como meta fortalecer as associações comerciais, garantindo a sustentabilidade e a independência de cada uma delas.

A iniciativa, segundo Bertaiolli, visa tanto o investimento financeiro nas entidades para que se estruturem melhor, quanto o treinamento e a capacitação para oferecerem serviços de qualidade aos seus associados, independentemente do tamanho das associações.

Ao falar sobre associativismo, Bertaiolli comenta que o maior desafio, na sua visão, é manter a unidade e a organização do sistema. “A nossa força está na unidade e não podemos perdê-la, seja no serviço ou na instituição, para seguirmos representando as pequenas empresas como fazemos hoje”, enfatiza.

Para tanto, Bertaiolli sinaliza que a sintonia com as MPEs é fundamental. Nesse sentido, o trabalho é duplo: a defesa institucional, como a bandeira pelo aumento do teto de faturamento das empresas do Simples Nacional e do MEI, e a estruturação de serviços complementares ao PFFOr.

Roberto Mateus Ordine, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), também reforça a importância do momento para evidenciar a Facesp como símbolo de união das associações comerciais e também como uma peça fundamental para gerar receita. “A anuidade prevista no passado já não é suficiente e isso exige novos caminhos para a sobrevivência das entidades.”

Ao comentar sobre a relevância da Facesp como uma entidade livre de pressões governamentais e de verba pública, o que garante a defesa de suas bandeiras: a livre iniciativa, a liberdade para empreender e uma economia liberal, Ordine lembra que o associativismo vai além da fonte de renda, pois ele aproxima e une os propósitos dos empreendedores.

O presidente da ACSP destaca que o atual cenário nacional exige que a voz do empreendedor seja ouvida. “Essa voz, individualmente, é muito frágil, e a Facesp, ao congregar todas as associações comerciais do estado, tem condições de ter uma voz mais forte, e é isso o que se busca cada dia mais no associativismo."

 

IMAGEM: ACIF/divulgação

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