São Paulo, 26 de dezembro de 2024 – A Rússia realizou ataques massivos contra o setorenergético da Ucrânia e várias cidades no dia de Natal, utilizando mísseis de cruzeiro,balísticos e drones. Os ataques deixaram uma pessoa morta na região de Dnipropetrovsk, seisferidos em Kharkiv e centenas de milhares sem aquecimento, com temperaturas próximas a zero. Opresidente Volodymyr Zelensky chamou os ataques de “desumanos” e denunciou a escolha deliberada deVladimir Putin de atingir a infraestrutura crítica em uma data simbólica. A Rússia confirmou osataques, afirmando ter atingido instalações estratégicas, enquanto a Ucrânia relatou terinterceptado 59 mísseis e 54 drones.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, classificou os ataques como “ultrajantes” e anunciouum aumento no envio de ajuda militar para a Ucrânia. Ele afirmou que o objetivo da Rússia éprivar o povo ucraniano de aquecimento e eletricidade durante o inverno, comprometendo a segurançado sistema elétrico do país. Apesar do apoio contínuo de Biden, há incertezas sobre o futuro daajuda sob a presidência de Donald Trump, que assumirá no próximo mês e prometeu encerrarrapidamente o conflito. Paralelamente, a presidente pró-europeia da Moldávia, Maia Sandu,denunciou a violação do espaço aéreo moldavo por mísseis russos durante os ataques.
Os ataques intensificados desde a primavera já comprometeram quase metade da capacidade degeração de energia da Ucrânia, agravando os cortes de energia. O CEO da DTEK, maior empresaprivada de energia da Ucrânia, apelou por mais ajuda internacional para proteger a infraestruturaessencial contra o que chamou de “terrorismo patrocinado pelo Estado”. A embaixadora dos EUA naUcrânia, Bridget Brink, descreveu os ataques como um exemplo de como a Rússia usa o inverno comoarma contra a população ucraniana, destacando a urgência de apoio adicional para enfrentar essaestratégia.
Com informações da Reuters.
Vanessa Zampronho / Safras News
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