São Paulo, 12 de dezembro de 2025 – Na Conferência Central de Trabalho Econômico do PartidoComunista Chinês, que se encerrou ontem, os líderes chineses afirmaram que manterão uma políticafiscal “proativa” em 2026, com o objetivo de estimular simultaneamente o consumo e o investimento. Ameta de crescimento deve permanecer em torno de 5%, e as prioridades reforçam a intenção desustentar a atividade em meio a sinais de desaceleração observados no segundo semestre de 2025.
Apesar de destacar a necessidade de fortalecer a demanda interna, o governo continua enfatizandotambém o investimento, o que, segundo analistas, mostra que Pequim ainda não está pronta para umatransição real de seu modelo centrado na produção para um modelo liderado pelo consumo dasfamílias. Essa contradição – forte oferta e demanda fraca – permanece um dos principaisdesequilíbrios estruturais do país e deve continuar em 2026.
A China anunciou planos para aumentar a renda das famílias urbanas e rurais e impulsionar oconsumo de serviços, além de prometer ações específicas voltadas ao estímulo do consumo.Entretanto, os líderes também sinalizaram a necessidade de reavivar o investimento, movimento quecríticos afirmam desviar recursos de áreas essenciais, como o fortalecimento da proteção social,para setores voltados à exportação.
No comércio internacional, a economia chinesa mostrou resiliência às tarifas impostas pelosEUA ao diversificar mercados. Contudo, analistas alertam que uma desaceleração global podetransformar a dependência chinesa das exportações em um ponto fraco importante. O enormesuperávit comercial do país já gera tensões com parceiros globais e reforça críticas de que oatual modelo econômico chinês é insustentável no longo prazo.
Vanessa Zampronho / Safras News
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