Às ruas, cidadãos!
Tentará o governo agora, pelas mãos espúrias de seus sequazes, impedir a votação no Senado no próximo dia 11, dando mais tempo para Dilma continuar a implantar o caos na economia e tornar o Brasil ingovernável
Ao rol de equívocos do Brasil pode-se acrescentar mais um: o de acreditar que as instituições vão cumprir a Lei para superar a crise do País.
Mesmo obedecido rigorosamente o trâmite processual do impeachment, nesta 2a feira, o presidente em exercício da Câmara de Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), cumprindo a promessa que fez (“vocês vão se surpreender comigo”, 06/05), conseguiu, mais do que a seus pares, surpreender, e escandalizar, o Brasil.
Nessa crise sem fim, mais uma vez, um evento chocante serve para explicar outros inexplicáveis que o antecederam.
É o que se pode chamar de direcionalidade do mal que impera no Brasil. O mal se reitera por que não há explicação melhor do que a dele para a situação vivida, e a melhor forma de impor essa narrativa é o que vem sendo feito, à custa de muito dinheiro e não há como negar, com muita competência: mostrar todos como maus, não importa quem sejam, desde que se anteponham ao poder vigente.
Pareceu meio fora de cena o mal estar causado no STF pela decisão do presidente do tribunal de levar, com urgência, ao plenário o caso de Eduardo Cunha, que, na última 5a feira, dia 5, teve seu mandato suspenso e foi afastado do cargo da presidência da Câmara de Deputados, por decisão unânime daquela corte que confirmou liminar expedida pelo Ministro Teori Zavascki na manhã do mesmo dia.
O atingido, Eduardo Cunha, estranhou: “se havia urgência, por que levou seis meses?”
Ora, era urgente afastar Cunha, porque urgente era impedir a votação do impeachment no Senado no próximo dia 11.
Para isso houve que se afastar definitivamente Cunha da cena e fazer o processo retroceder a um substituto que anularia as suas ações na condução do processo de impeachment na Câmara, uma vez que falhara a tentativa no mesmo sentido da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) interposta pela Rede Sustentabilidade usando como pretexto o fato de Cunha ser réu no STF quando conduziu o processo de impeachment naquela casa.
Conjuminados nessa ação deletéria estão o STF, a AGU, o Planalto e parlamentares do PT e do PC do B, algo por si só escandaloso, mas que ainda foi temperado pela grande dose de cinismo do líder do governo no Senado que, com a manobra no bolso do colete, veio a público, nesta 2a feira, dia 09, antes da notícia da anulação da votação do impeachment, dizer que o PT “não vai incendiar o País”.
Antes que se alastrasse o incêndio pelo País afora, com imediatos e desastrosos reflexos na Bolsa e no dólar, o PT teve a desfaçatez de dizer que não era responsável pelo fogo que ateou à cena política.
Tentará o governo agora, pelas mãos espúrias de seus sequazes espalhados nas altas esferas da República, impedir a votação no Senado no próximo dia 11, desqualificá-la se não conseguir impedi-la, dando mais tempo para Dilma continuar a implantar o caos na economia, procurando, por todas as formas, tornar o Brasil ingovernável, não só por ela, mas por qualquer governo que a suceda.
A população honesta, trabalhadora e patriota que protestou em 2015 e 2016 exigindo o impedimento de Dilma, a prisão de Lula e o prosseguimento da Lava Jato, tem que voltar imediatamente às ruas para impor uma nova direcionalidade aos acontecimentos no País.
A direcionalidade do bem, onde os que acreditam no bem comum, no interesse nacional e na democracia prevalecem, independentemente de riqueza, cargos e poder.
ÀS RUAS CIDADÃOS!

