Atos pró-Dilma e contra o ajuste fiscal ocorreram em 25 Estados

Manifestações reuniram em todo o país 60 mil pessoas, segundo as polícias militares, e atacaram o ajuste fiscal e o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha

Estadão Conteúdo
20/Ago/2015
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Atos pró-Dilma e contra o ajuste fiscal ocorreram em 25 Estados

Atos contra o ajuste fiscal e o impeachment da presidente Dilma Rousseff ocorreram em 25 Estados mais o Distrito Federal nesta quinta-feira (20/08).

Em São Paulo, o Datafolha calculou que foram 37 mil manifestantes. A Secretaria da Segurança Pública estimou em  40 mil pessoas. Já a organização do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) disse que mais de 75 mil.

O ato público paulistano foi de longe o que contou com maior participação. As polícias militares dos Estados estimaram que em todo o país saíram às ruas 60 mil pessoas.

"Somos contra a elite fascista que vai às ruas pedir a volta da ditadura militar e contra o golpe do congresso conservador, comandado pelos nada confiáveis Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Mas esse ato, convocado pela Frente pelas Reformas Populares, não é um ato em defesa do governo Dilma, é sim um ato de crítica e de aviso que não aceitaremos mais ataques", informou o comunicado do MTST. 

Os atos que aconteceram em São Paulo e em outras cidades pelo país são uma resposta às manifestações de grupos pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, que ocorreram no domingo (16/08). Naquela ocasião, as mobilizações reuniram 800 mil pelo país.

As manifestações foram organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), MTST, Movimento dos Sem Terra (MST), Central de Movimentos Populares (CMP) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

Além do "Fora Cunha" e da defesa do mandato de Dilma Rousseff, entre as palavras de ordem houve também críticas ao ajuste fiscal.

No Rio, organizadores estimaram o público do ato entre 20 mil e 25 mil pessoas. A Polícia Militar afirmou que não vai divulgar estimativa. 

Em São Paulo, João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, condicionou o apoio a Dilma a mudanças na economia. "Dilma, pelo amor de Deus mude este governo. Este governo está a serviço do empresariado e não da classe trabalhadora."

Cerca de 300 pessoas, segundo os organizadores, e 200, segundo a Guarda Municipal, se reuniram na praça Tóquio, em Araçatuba, interior de São Paulo, em apoio à democracia e contra o golpe.

A rua Antônio Florence, que passa ao lado da praça, foi interditada para facilitar a permanência do público. O ato é organizado por movimentos sociais, CUT, MST e partidos de esquerda.

Vestidos de vermelho, os líderes discursaram com palavras de ordem contra o golpe, a favor da democracia e pela moralização da Câmara dos Deputados e afastamento do presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha.

Em São José do Rio Preto (SP), manifestantes vestidos de vermelho lotaram na noite desta quinta as dependências da Câmara Municipal da cidade, onde são realizadas palestras para discutir o momento atual da política e protestar contra a tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O auditório, onde cabem 200 pessoas, ficou tomado, assim como o hall de entrada e as calçadas de frente ao prédio da Câmara, no centro da cidade. O ato foi organizado pela CUT e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Movimento Acorda Rio Preto.

Antes de tomar a Câmara, o grupo, com cerca de 300 manifestantes, segundo a PM, fez uma concentração na praça da Figueira, onde líderes e militantes sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) discursaram contra o golpe e a favor da democracia.

Em Campinas, a manifestação começou no início da noite em uma das principais vias da cidade, a avenida Francisco Glicério. De acordo com o presidente do PT de Campinas, Casemiro Reis havia entre 500 e 600 pessoas no ato. O Tenente Coronel Marci, da Polícia Militar, afirmou que havia cerca de 150 pessoas. 

Em Ribeirão Preto (SP), o protesto pró-Dilma Rousseff no centro da cidade teve a distribuição de 4 mil coxinhas. O ato aconteceu em frente ao Theatro Pedro 2º, bem no centro da cidade e, segundo os organizadores, reuniu 2 mil pessoas. Já nas contas da Polícia Militar eram apenas 300 manifestantes.

Os presentes, entre outros sindicalistas e integrante do MST vestiam vermelho e portavam bandeiras. A manifestação foi pela democracia, vinculando à mesma à manutenção da presidente.

Para os manifestantes, tirar ela do poder antes da próxima eleição, seria golpe.

Não faltaram gritos de apoio e ações como a distribuição das coxinhas, em alusão a "setores reacionários da sociedade brasileira". O protesto não teve registros policiais e terminou já depois das 19h com discursos pela democracia e "contra o golpismo".

TOCANTINS

A manifestação pró-Dilma em Palmas, capital do Tocantins, reuniu cerca de 200 pessoas, segundo a Polícia Militar, e 250, de acordo com os organizadores.

Em discursos, alguns participantes rechaçaram o "golpe dos ricos contra a presidente Dilma Roussef" e lembraram a ditadura de 1964. Não foi registrado nenhum incidente durante a passeata, na principal avenida do Jardim Aureny III, bairro da cidade onde a maioria dos moradores tem baixo poder aquisitivo.

Os organizadores informaram que a iniciativa do ato foi dos movimentos sociais e estudantis, mas a maioria dos presentes portava bandeiras do PT e da presidente Dilma, a mesma usada na campanha eleitoral do ano passado.

Entre os presentes, a vereadora Cícera, do PT de Esperantina, e o ex-vereador de Palmas Bismarque do Movimento, também do PT.

MACAPÁ

Cerca de 150 pessoas (números da coordenação) participaram da manifestação que ocorreu na Praça da Bandeira no fim da tarde, em Macapá (AP) e foi organizada pelo PT e CUT.

Os manifestantes, na maioria jovens estudantes usando camisas vermelhas, falaram em defesa dos direitos sociais, da liberdade e da democracia.

E combateram a "ofensiva da direita que quer dar um golpe na democracia".

O ato em defesa do mandato de Dilma já encerrou em Fortaleza. Líder da presidente na Câmara, o deputado José Guimarães (PT), disse que havia 20 mil pessoas na Praça do Ferreira, ponto de maior concentração. A PM ainda não divulgou a estimativa.

FOTO: Estadão Conteúdo

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