Balança comercial registra superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025
O valor foi alcançado com exportações de US$ 348,7 bilhões e importações de US$ 280,4 bilhões. O resultado é o terceiro melhor da série histórica, atrás de 2023 e 2024

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 68,3 bilhões em 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 6/01, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).
O valor foi alcançado com exportações de US$ 348,7 bilhões e importações de US$ 280,4 bilhões. O resultado é o terceiro melhor da série histórica, atrás de 2023 e 2024.
A previsão de superávit comercial de 2025 do MDIC era de saldo positivo de US$ 60,9 bilhões. Inicialmente, a expectativa era de que o saldo poderia fechar o ano em US$ 70,2 bilhões.
Dezembro - O último mês do ano registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, com US$ 31,038 bilhões em exportações e US$ 21,405 bilhões em importações.
Em dezembro, as exportações registraram alta de 24,7% na comparação com o mesmo mês de 2024, com crescimento de 43,5% em Agropecuária, que somou US$ 5,710 bilhões; alta de 53,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,762 bilhões; e, por fim, crescimento de 11,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 17,416 bilhões.
As importações subiram 5,7% em dezembro ante o mesmo mês de 2024, com alta de 2,3% em Agropecuária, que somou US$ 485 milhões; alta de 4,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 852 milhões; e, por fim, crescimento de 6,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 19,915 bilhões.
Queda nas vendas para os EUA
As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 6,6% em 2025, totalizando US$ 37,716 bilhões, ante US$ 40,368 bilhões em 2024. As importações de produtos dos EUA subiram 11,3% no ano passado, somando US$ 45,246 bilhões (as compras dos norte-americanos somaram US$ 40,652 bilhões em 2024). Com isso, o déficit com os EUA em 2025 foi de US$ 7,530 bilhões.
Em novembro, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a derrubada da tarifa adicional de 40% que ele havia imposto anteriormente sobre uma série de produtos brasileiros. Com a ordem executiva do fim do ano passado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) calcula que 22% das exportações brasileiras, ou US$ 8,9 bilhões, ainda estão sujeitas às tarifas estabelecidas em julho, incluindo nesse grupo tanto os produtos que pagam apenas a tarifa extra de 40%, quanto os que pagam os 40% mais a taxa-base de 10%.
Outros 15% (US$ 6,2 bilhões) continuam sujeitos apenas à tarifa de 10%, e 27% (US$ 10,9 bilhões), às tarifas da Seção 232. E 36% das exportações estão livres de tarifas adicionais.
Após parte das tarifas adicionais terem sido removidas, as exportações caíram 7,2% em dezembro (totalizando US$ 3,449 bilhões no mês passado, ante US$ 3,717 bilhões em dezembro de 2024). Foi a quinta queda consecutiva nas vendas aos EUA, depois da imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros em julho.
Já as importações de produtos norte-americanos caíram 1,5% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2024 (US$ 3,449 bilhões x US$ 3,249 bilhões).
Alta nas vendas para a China
As exportações de produtos brasileiros para a China cresceram 6% em 2025 (somando US$ 100,021 bilhões, ante US$ 94,372 bilhões em 2024). Pelo lado das importações, houve alta de 11,5% nas compras vindas da China no ano passado (totalizando US$ 70,930 bilhões, ante US$ 63,636 bilhões em 2024). Houve superávit de US$ 29,091 bilhões com o país asiático no ano passado.
Em dezembro, as exportações para a China subiram 39,1% (totalizando US$ 7,207 bilhões no mês passado, frente a US$ 5,182 bilhões em dezembro de 2024). Já as importações de produtos asiáticos cresceram 5,6% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2024 (US$ 5,443 bilhões x US$ 5,153 bilhões).
Déficit na balança com a UE
As exportações de produtos brasileiros para a União Europeia cresceram 3,2% em 2025, somando US$ 49,810 bilhões, ante US$ 48,276 bilhões em 2024. Pelo lado das importações, a alta foi o dobro, de 6,4%, no ano passado, totalizando US$ 50,290 bilhões, ante US$ 47,260 bilhões em 2024. Houve déficit de US$ 480 milhões com o bloco europeu no ano passado, quando era esperada a assinatura do acordo com o Mercosul.
Apenas em dezembro, mês em que a assinatura do acordo foi frustrada, as exportações de produtos europeus subiram 39,0% (totalizando US$ 4,288 bilhões, frente a US$ 3,083 bilhões em dezembro de 2024). Já as importações de produtos europeus cresceram 9,7% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2024 (US$ 4,013 bilhões x US$ 3,658 bilhões).
IMAGEM: Jonne Roriz/AE

