Black Friday terá oferta até de motel

Criado originalmente no Brasil como uma ação mais voltada às lojas da internet, a data de compras se espalhou também pelas lojas físicas

Estadão Conteúdo
27/Nov/2015
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Black Friday terá oferta até de motel

Cafeteiras, eletroeletrônicos, roupas, remédios, passagens aéreas e até uma noite no motel. A megaliquidação Black Friday, realizada nesta sexta-feira (27/11), reúne milhares de produtos e serviços com descontos prometidos de até 80%.
Este ano, empresas de todos dos portes e ramos de atividade aderiram à data, que é uma tentativa de cópia da grande liquidação realizada pelas lojas dos Estados Unidos após o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving Day), comemorado sempre na quinta-feira da quarta semana de novembro.

Criado originalmente no Brasil como uma ação mais voltada às lojas da internet, a data de compras se espalhou também pelas lojas físicas. Em São Paulo, os shoppings anunciaram investimentos em ações para atrair clientes, além dos descontos promovidos pelos próprios lojistas. O Eldorado vai funcionar nesta sexta-feira até a meia-noite, com 50% de desconto no estacionamento. No sábado, terá um DJ a partir das 20 horas.

O shopping D vai apostar no sorteio de bicicletas, e também de um carro. Já o Ibirapuera, o Shopping Light e o Cidade São Paulo vão colocar à disposição guias e vouchers das promoções para os visitantes.

FATURAMENTO

Para o organizador do blackfriday.com e diretor do site Busca Descontos, que ajudou a implantar a data no Brasil, Juliano Motta, a expectativa é movimentar R$ 978 milhões, uma alta de 12% em relação ao ano passado. Mesmo assim, o número é conservador, afirma Motta.

"Envolve a situação econômica atual, a política cambial e a confiança do consumidor. Porém, percebemos que as pessoas estão mais atentas às ofertas. Tivemos um crescimento de 28% na audiência do site. Nos primeiros anos, houve quem realmente maquiasse preços, mas ninguém é burro. O varejo preparado se aproveitou disso para dar uma boa experiência aos clientes."

Pesquisas realizadas, por consultorias, no entanto, apontam gastos mais modestos, apesar de a intenção de compra permanecer elevada, na casa dos 70%. Segundo Motta, os produtos mais procurados devem ser os eletrônicos, seguidos pelos itens de informática. Os eletrodomésticos, aparelhos de telefonia e brinquedos também devem estar na preferência dos consumidores.

Dados divulgados pelo Google revelam que, dos internautas que compraram na Black Friday em 2014, 82% pretendem voltar a comprar agora. Ainda segundo a empresa, o gasto médio será de R$ 1.003, aproximadamente o dobro do de 2014. 

Na Black Friday deste ano, o consumidor estará mais assistido do que nas edições anteriores para saber se os descontos oferecidos pelas redes varejistas são verdadeiros. Além dos sites de comparação de preços, os órgãos de defesa do consumidor vão oferecer esse serviço.

Desde a quinta-feira, (26/11), a Fundação Procon de São Paulo, por exemplo, colocou no seu site uma lista de eletrodomésticos, celulares e eletrônicos com a evolução dos preços desde setembro. O acompanhamento do produto está especificado por loja.

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A Proteste, associação de defesa do consumidor, também divulga nesta sexta-feira, uma lista de preços de itens acompanhados pela entidade nos últimos meses.

O monitoramento de preço, além de dar mais subsídio para o consumidor avaliar se a oferta compensa, permitirá que o Procon autue as empresas por publicidade enganosa ou por descumprimento de oferta.

Desde quinta-feira, o Procon tem um atendimento especial para que os consumidores registrem reclamações pelo telefone 151 (só para capital paulista) ou atendimento eletrônico do site do Procon, Facebook e Twitter para todo o Estado. Também foi criada a hashtag especial (#ProconSPdeolhonaBlackFriday) para denúncias.

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REPUTAÇÃO

Outro ponto que o consumidor deve estar atento é à reputação da loja. A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e o site ReclameAqui criaram selos que atestam a idoneidade da varejista. No site do Procon-SP é possível consultar uma lista de lojas que não são confiáveis.

*Foto: Thinkstock

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