Brasil cai no ranking da competitividade global
Relatório do Banco Mundial destaca redução da burocracia no país, mas as melhorias não foram suficientes para acompanhar as demais economias

O Brasil caiu sete posições no ranking Doing Business, organizado pelo Banco Mundial (Bird). No relatório, que analisa a capacidade de 190 economias fazerem negócio, o país aparece na 123° colocação. Na edição anterior do ranking, a economia brasileira era classificada na posição 116.
O relatório aponta que 137 países realizaram reformas em 2015 para melhorar o ambiente de negócios. Mas no caso do Brasil, o Bird considerou que as reformas feitas não foram suficientes para melhorar a competitividade.
Mas nem tudo o que foi feito por aqui no ano passado foi em vão. O relatório cita mudanças positivas, como a redução no tempo para se abrir empresas, melhoria possibilitada por sites dedicados a diminuir a burocracia para o empreendedor.
Também foram destacadas melhorias nos procedimentos para exportação e importação. Para as importações, o relatório mostra que o tempo médio para realizar a operação caiu de 146 horas para 120 horas. No caso das exportações, a redução foi de 42 horas para 18 horas.
Já na área estritamente tributária, a crítica do Bird foi para o tempo gasto para se pagar impostos no país, especialmente no caso do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e das contribuições trabalhistas.
O ranking traz a Nova Zelândia como tendo o melhor ambiente de negócio entre os 190 países pesquisados. O país alcançou o primeiro lugar em cinco dos dez indicadores analisados, que incluem facilidade para abertura de um negócio, concessões para construção, registro de propriedade, obtenção de crédito e proteção a menores investidores. Em seguida vieram Cingapura e Dinamarca.
*Texto atualizado em 1/11
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