Brasil já fechou 378 mil postos de trabalho em 2016
Mas parou de piorar. Em abril, foram encerradas 62,8 mil vagas, o menor resultado negativo desde o mesmo mês de 2015, segundo o Caged

O Brasil perdeu 62.844 mil vagas de emprego formal em abril. O resultado é melhor do que o verificado no mesmo mês do ano passado, mas nos quatro primeiros meses do ano o país já fechou 378.481 postos de trabalho, pior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1992.
O resultado para o mês ficou dentro das previsões do analistas do mercado financeiro. As expectativas de 22 instituições variavam de um corte entre 2 mil e 149,4 mil postos com carteira assinada. Com base neste intervalo de estimativas, a mediana era de fechamento de 51.500 vagas, sem ajuste sazonal.
Um dos poucos setores que ainda contratam é a agricultura. Em abril, o setor agrícola abriu 8 mil postos de trabalho, enquanto a construção civil, importante termômetro econômico, perdeu 16 mil vagas de emprego formal.
O setor de comércio ainda é o que mais demite no país em meio à crise econômica e ao fechamento de lojas. O segmento eliminou 30.507 mil vagas no mês passado.
A indústria da transformação e a construção civil também demitiram mais de 10 mil trabalhadores com carteira assinada em abril.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de março são resultado de 1.258.970 admissões e 1.321.814 desligamentos e foram divulgados nesta quarta-feira (25/05) pelo Ministério do Trabalho, comandado pelo novo ministro Ronaldo Nogueira.
PAROU DE PIORAR
Os dados do Caged relativos a abril apontam recuo no fechamento de vagas de trabalho no país. O fechamento de 62.844 postos de trabalho com carteira assinada no mês foi o menor resultado negativo desde abril de 2015.
“Esse número foi quase 30% menor que o de abril de 2015. Quando a gente pega esse mês de abril [menos 62.844 vagas] e compara com o mês anterior [diminuição de 118.776 vagas], vê que esse número é menor ainda, o saldo líquido é praticamente a metade. O que a gente observa nos setores [da economia] é que quase todos apresentaram um arrefecimento dos níveis de queda”, disse o secretário substituto de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Márcio Borges.
Segundo Márcio Borges, os dados apontam para “uma desaceleração do nível de queda no quadro de desemprego”. “Quando a gente olha os setores, percebemos que aqueles que estão negativos, praticamente todos apresentam números menores que o mês de março de 2016”.
O estado de São Paulo respondeu pela criação de 1.256 postos. Em todo o país, apenas seis estados registraram aumento do emprego formal em abril deste ano: Goiás (5.170), Minas Gerais (3.886); Distrito Federal (1.202); Mato Grosso do Sul (919); Espírito Santo (466) e Amapá (50).
“O Centro-Oeste apresenta número positivo, apenas com Mato Grosso com número negativo. Em especial, chama atenção o estado de Goiás, com saldos positivos na indústria de transformação - química, construção civil e o setor de serviços e também agropecuária com números positivos de contratações”, diz Borges.
O pior resultado por região foi no Nordeste, com 25.992 postos de trabalho fechados.
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*Com informações da Agência Brasil
Atualizado às 20h30

