Brasileiros começaram o ano menos endividados

Em janeiro, 55,6% das famílias possuíam algum tipo de dívida, o menor percentual desde junho de 2010, quando estava em 54%, de acordo com a CNC

Estadão Conteúdo
02/Fev/2017
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Brasileiros começaram o ano menos endividados

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que as famílias brasileiras começaram 2017 com um nível menor de endividamento.

Em janeiro, 55,6% das famílias possuíam algum tipo de dívida. É o menor percentual desde junho de 2010, quando estava em 54%.

A pesquisa considera como dívidas as contas a pagar em cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

Em dezembro, o percentual de endividados era de 56,6%. Em janeiro de 2016, 61,6%.

"Entre os fatores que contribuíram para a redução do endividamento estão a sazonalidade do período, após o recebimento do décimo terceiro salário, que permite a quitação de dívidas, além da redução do crédito, associada a um menor consumo das famílias", diz, por meio de nota, a economista Marianne Hanson, da Divisão Econômica da CNC.

O percentual de famílias com contas em atraso diminuiu de 23% em dezembro para 22,7% em janeiro, o nível mais baixo desde novembro de 2015.

Na comparação com janeiro do ano passado, a fatia de inadimplentes teve queda de um ponto percentual.

Entretanto, o total de famílias que acreditam que não terão como pagar as dívidas e que por isso permanecerão inadimplentes aumentou de 8,7% em dezembro para 9,3% em janeiro de 2017. Em janeiro de 2016, essa fatia era de 9%.

Também houve ligeira alta na proporção de famílias que se declararam muito endividadas: de 13,8% em dezembro para 13,9% em janeiro. Na comparação com janeiro do ano passado, houve alta de 0,3 ponto percentual.

Para 77,3% dos endividados, o cartão de crédito permanece como o principal tipo de dívida, seguido de carnês (14,1%) e financiamento de carro (10,1%).

*Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

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