Cai confiança do comércio; cresce a de serviços
A queda pontual da confiança do comércio em setembro caracteriza-se como um movimento de acomodação após forte alta no mês anterior, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 1,7 ponto em setembro ante agosto, após quatro altas consecutivas, de acordo com levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o Icom saiu de 82,1 pontos para 80,4 pontos no período.
Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 1,8 ponto na passagem de agosto para setembro
Na métrica de médias móveis trimestrais do indicador de comércio, o índice manteve a tendência de alta ao avançar 2,2 pontos, para 79,1 pontos, o maior patamar desde fevereiro de 2015, quando estava em 83,6 pontos.
A queda do Icom atingiu sete dos 13 segmentos pesquisados. "A queda pontual da confiança do Comércio em setembro caracteriza-se como um movimento de acomodação após forte alta no mês anterior.
Considerando-se o resultado fechado do terceiro trimestre, houve expressiva redução do pessimismo com os meses seguintes e diminuição (mais discreta) da insatisfação com a situação presente, quando comparado ao trimestre anterior.
O quadro traçado pelo setor é de atenuação das taxas negativas de crescimento das vendas no trimestre, associado a um cenário de retomada gradual do crescimento ao longo dos próximos três a seis meses", avaliou Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
SERVIÇOS
O Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 1,8 ponto na passagem de agosto para setembro, na série com ajuste sazonal, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O indicador saiu de 78,8 pontos para 80,6 pontos no período. O índice registrou a sétima alta consecutiva, alcançando o maior patamar desde fevereiro do ano passado, quando estava em 81,3 pontos.
"O resultado de setembro reproduziu o padrão esboçado nos meses anteriores: uma diminuição contínua e persistente do pessimismo em relação aos meses seguintes, associada à relativa estabilidade das avaliações sobre a situação corrente. Este quadro, que combina expectativas empresariais em ascensão e uma evolução mais gradual da satisfação em relação ao momento presente, aponta para a atenuação das taxas negativas de crescimento, abrindo a possibilidade para uma retomada do crescimento do nível de atividade do setor nos próximos trimestres", avalia Silvio Sales, consultor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
Em setembro, oito das 13 atividades pesquisadas registraram alta da confiança. O Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 0,1 ponto, para 70,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,9 pontos, alcançando 91,0 pontos.

