Cláudio Humberto | Farra dos cursos: Planalto banca viagens na gringa
“Teto constitucional não pode virar piso para privilegiado” - Deputada Adriana Ventura (Novo-SP) sobre penduricalhos pagos no Judiciário

Servidores da Presidência da República deitam e rolam com “cursos” caríssimos bancados pelo pagador de impostos. No oba-oba, belos valores em diárias e até passagens aéreas entram na farra. No mês passado, 11 servidores participaram de curso de “Gestal de Cerimonial” com mensalidade a R$ 3,9 mil cada. Até curso de “Preparação para a Aposentadoria” entra na lista. Cursos de idiomas, em uma das escolas mais tradicionais da capital, fazem sucesso: 522 alunos palacianos.
E o compliance?
A Presidência ainda desembolsou mais de R$ 6,2 mil em curso sobre “Governança, Riscos e Compliance”.
Bicharada
Em maio, um congresso sobre zoológicos e aquários para um servidor custou R$ 1,2 mil. Soma R$ 843 de passagem e R$ 3,3 mil em diárias.
Fortuna
Em abril, uma servidora foi ao exterior para curso entre os dias 13 e 17. Só com passagens, lá se vão R$ 14,8 mil. Com diárias, mais R$16,1 mil.
Dólar nas alturas
Outra também escolheu a mesma instituição para cursinho na gringa. A viagem, tida como “urgente”, saiu por R$ 32,8 mil em passagens e diárias
Itamaraty replica mentira oficial que protege facções
O Itamaraty desrespeita a própria história, deixando de ser órgão de Estado pela politicagem eleitoral. Em resposta à Câmara, avalizou a mentira de que a classificação das facções criminosas PCC e CV como terroristas pode gerar “uso da força militar dos EUA em território brasileiro”. Não há nada que autorize a fantasia e nem a lorota de “risco concreto à soberania”. O que há é o conhecido medo de Lula (PT) de destino idêntico do dileto amigo Nicolás Maduro, ex-ditador venezuelano.
Pesadelo petista
Em seu ativismo eleitoral fantasioso, o Itamaraty só falta deixar escapar o medo de Lula, improcedente, de ter o mesmo destino de Nicolás Maduro.
Lei forte demais
O Itamaraty inventa “discricionariedade” da lei americana e “implicações” nos “planos financeiro, migratório e penal” para justificar sua fantasia.
PCC inofensivo?
Para piorar, o documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira diz que a designação de facções como terroristas “não trará benefícios”.
Conta outra, Datafolha
Alguém aí conhece ou ao menos já ouviu falar em Vera Lúcia, Carlos Machado e Vivian Mendes? Pelo visto, só o Datafolha. Em sua mais recente pesquisa para o governo de São Paulo, o instituto dá ao trio de extrema-esquerda um total de 13% das intenções de voto. Inacreditável.
Culpa do pé-frio?
Na caçada a culpados pela derrota do Brasil para a Noruega, um meme lembrou a reputação de pé-frio de Lula (PT). Faz sentido: o Brasil nunca foi campeão do Mundo com o petista na presidência.
À revelia
Nos Estados Unidos para defender os interesses do Brasil contra o tarifaço, Flávio Bolsonaro (PL) diz que preparou uma defesa técnica e faz o alerta: “Lula não mandou ninguém pra cá, nem uma única pessoa”.
Na agenda
PL e PT já preparam suas respectivas convenções partidárias. A dos liberais será realizada primeiro, em 25 de julho. No fim de semana seguinte será a dos petistas, em 2 de agosto.
Caso de polícia
Carlos Jordy (PL-RJ) acusa Lula de tentar interferir nas investigações da Polícia Federal mudando os delegados. O deputado diz que o petista quer proteger o filho Lulinha, citado por ligação ao “Careca do INSS”.
Churrasco de abóbora
Foi mirrado o “churrasco” de Flávio Bolsonaro ao topar o desafio de montar um “kit churrasco” com R$ 100. Só saiu com alguma coisa porque deixou a picanha de lado e levou menos de 1kg de carne.
Pode esquecer
É perto de zero a chance de avançar, mas o senador Cleitinho (Rep-MG) diz que, com o fim da Copa do Mundo para o Brasil, está na hora de acabar com o plano de saúde vitalício para senadores.
Parceria
Acaba nesta sexta-feira (10), o prazo para o TSE realizar audiência com entidades que divulgarão resultados da eleição e apresentar a definição do modelo de distribuição e padrões de tecnologia e segurança exigidos.
Pensando bem...
...é difícil “explicar penduricalho”, como mandou o STF.
PODER SEM PUDOR
Confissão a jato
Joaquim Felizardo era um velho militante e foi logo preso, no golpe de 1964. Aguardava a vez de ser interrogado no corredor do Dops, ao lado de outro suspeito de ser comunista, um advogado gay, quando o delegado gritou: “Tragam o pederasta e o comuna!”. Progressista, mas nem um pouco politicamente correto, Felizardo deu um salto à frente para confessar rapidinho: “Doutor, o comunista sou eu, hein?”.
*Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
IMAGEM: DC - gerada por IA

