Cláudio Humberto | ‘Forasteira’ Tebet provoca irritação no PSB em SP

"Transformaram um projeto cultural em narrativa política" - Flávio Bolsonaro após escândalo envolvendo o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro

Cláudio Humberto
17/Mai/2026
Poder, política e bastidores
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Cláudio Humberto | ‘Forasteira’ Tebet provoca irritação no PSB em SP

Veteranos do PSB, principalmente os filiados ao partido em São Paulo, mal escondem a irritação com Lula (PT) e Geraldo Alckmin. Esses socialistas, ligados a Márcio França e a Tabata Amaral, falam cobras e lagartos da “forasteira” Simone Tebet, que não tem história no PSB e muito menos estrada política no Estado. Como não se elegeria nem a deputada no Mato Grosso do Sul, seu Estado, ela obteve bênção de Lula e Alckmin para disputar vaga ao Senado, sacrificando os “veteranos”.

Gente demais

Desde 2024, o PSB vivia a expectativa da candidatura de Márcio França ao governo ou ao Senado, mas Simone “atropelou” a todos.

Ingenuidade

França abriu mão de sua candidatura em 2022 sob a garantia de que seria apoiado pelo PT ao governo em 2024. Novamente passaram-lhe a perna.

Ninguém quer

França tentou uma solução amigável, despachando Tebet ou Marina Silva para vice de Fernando Haddad (PT) ao governo, mas foi inútil.

Partido chuchu

Contra Alckmin, entusiasta da filiação de Tebet, sobram críticas tipo “tucanização” do PSB e acusações de afastar o partido da esquerda.

Senado paga horas extras ‘fixas’ de R$ 9,5 mil mensais

Como na Câmara, servidores do Senado só faltam se estapear para saber quem entrará na folha de pagamento de horas extras, com valores sempre obesos. Em abril, foram preenchidas 408 páginas com a lista de “sortudos” contemplados com “serviços extraordinários” garantindo, em média, a cerca de R$ 9,5 mil ao mês. Um servidor que atua em comissão do Senado contou haver recebido R$ 10.385,98 somente em horas extras. E ainda havia R$ 9.545,60 de “pendência” relativa a fevereiro.

Bandeira 2

O servidor lotado em comissão trabalhou 2 horas e 25 minutos a mais em 2 de março. Faturou mais de meio salário mínimo: R$ 840,38.

Pequena fortuna

Outro servidor, que fez a “proteção de comissões” levou outra bolada: R$ 9.488,74. Foram 33h48 que disse ter trabalhado a mais, em março.

Mundo real

Segundo o IBGE, mais de um terço dos trabalhadores no Brasil recebe até um salário mínimo. O valor diário é de R$ 54,04, ou R$ 7,37 por hora.

Só orgulho

O agronegócio continua enchendo o Brasil de orgulho. As exportações bateram recorde para abril e chegou aos US$ 16,6 bilhões, melhor resultado já registrado para o mês. As estrelas foram carne bovina e soja.

Sem dó

A arrecadação da odiada e rentável taxa das blusinhas, que somou R$ 1,85 bilhão aos caixas da União em 2026, não seria suficiente para bancar os gastos com viagens do governo Lula em 2025, R$ 2,5 bilhões.

RSVP

Convidado foi, mas Lula ainda não confirmou ida à Marcha dos Prefeitos, esta semana. O ambiente não é exatamente controlado e muito menos amigável ao petista, que costuma ser alvo de vaias bem robustas.

Gastança sem freio

Por enquanto, lá se foram quase R$ 173 milhões gastos por meio dos cobiçados cartões corporativos do governo federal. Quem lidera a gastança é o Ministério da Justiça, mais de R$ 12,1 milhões este ano.

Vem aí

O Brasil amoleceu e deu sinal verde para participação da Venezuela na Cúpula do Mercosul. Com o ditador amigão de Lula Nicolás Maduro preso, a ditadora em exercício é Delcy Rodriguez, pouco menos perversa

Primas em festa

Casas de tolerância em Brasília redobraram entrega de panfletos e reforçaram a mão de obra. É que começa nesta segunda (18) a marcha dos prefeitos. O evento é considerado o “Natal” nos prostíbulos da capital

Curiosidade

O ator Jim Caviezel, estrela do filme sobre Jair Bolsonaro, entrou para os top 10 temas mais procurados da semana no Brasil. Quinto lugar, diz o Google Trends. Todos os outros são, como sempre, sobre futebol.

Lotes afetados

A Ypê abriu pedido de reembolso de produtos de lotes afetados após decisão da Anvisa, que depois voltou a determinar a suspensão da venda dos produtos. Por isso, o ressarcimento também foi suspenso.

Pensando bem...

...também tem muito político que está fazendo hora extra.

PODER SEM PUDOR

Humor na feira

 

Maurício Fruet era uma figuraça. Sem mandato, em 1994, resolveu reformar sua loja, em Curitiba. Vestia roupas velhas e metia a mão na massa. Certo dia, foi caminhando da obra ao escritório. Encontrou um velho amigo, que pareceu chocado com sua roupa surrada. Fruet resolveu pregar uma peça: “A coisa não está boa. Perdi a eleição, estou desempregado, mas vou tocando: vendo laranjas na feira...” Comovido, o amigo enfiou discretamente em seu bolso uma nota de cem reais. No dia seguinte, às gargalhadas, Fruet o convidou para jantar e pagou a conta usando a mesma nota.

*Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos

 

IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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