Com alta de 7,37%, aplicação na bolsa foi campeã em janeiro

Na contramão, dólar encerrou o mês com queda de 3,14%, cotado em R$ 3,15. Em um ano, a moeda norte-americana teve desvalorização de 21,66%

Redação DC
31/Jan/2017
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Com alta de 7,37%, aplicação na bolsa foi campeã em janeiro

Com a taxa básica de juros (Selic) menor, o ano começou bem para quem investe no Ibovespa, o índice que reúne as ações mais negociadas e de maior valor de mercado da bolsa de valores. 

No primeiro mês do ano, o Ibovespa acumulou ganhos de 7,37%, atingindo a liderança do ranking de investimentos do administrador de investimentos Fabio Colombo.

No pregão desta terça-feira (31/01), o índice teve valorização de 0,57% aos 64.670,78 pontos. 

Na contramão, o dólar encerrou o mês com queda de 3,14%, cotado em R$ 3,15. Em um ano, a moeda norte-americana teve desvalorização de 21,66%. 

Colombo avalia que a redução de 0,75 ponto porcentual na Selic colaborou fortemente para a boa performance da bolsa em janeiro. 

O recuo da taxa para 13% ao ano surpreendeu o mercado, que esperava um corte menos agressivo na taxa básica de juros da economia.

Além disso, as primeiras medidas do governo de Donald Trump nos Estados Unidos fizeram as bolsas no exterior subirem com a perspectiva de melhora para a economia americana no curto prazo. O mercado doméstico acompanhou esse movimento de alta.

No entanto, ações polêmicas, como a proibição à entrada de imigrantes de países de maioria muçulmana nos EUA, motivaram a cautela dos investidores e levaram a perdas nas bolsas estrangeiras nos últimos dias. 

O mercado espera a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre os juros da economia dos EUA, que será anunciada nesta quarta-feira, 1º de fevereiro. 

A expectativa é que a instituição mantenha o atual patamar, entre 0,50% e 0,75%, o que faz com que os investimentos no mercado doméstico permaneçam atraentes para estrangeiros.

Por outro lado, indicadores de produção de Brasil, China e EUA a serem divulgados nos próximos dias podem fazer com investidores revejam suas apostas. Novas medidas polêmicas de Trump e os desdobramentos da Operação Lava Jato também podem influenciar de forma negativa os negócios no país. 

FOTO: Thinkstock

Com informações de Estadão 

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