Com recursos em caixa, BNDES espera por projetos para investir
No ano passado, o patrimônio líquido do banco saltou de R$ 30 bilhões para R$ 55 bilhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende liberar em 2017 o maior volume de créditos possível.
A expectativa é do diretor da Área de Controladoria da instituição, Ricardo Baldin, que informou que o banco ainda não tem uma meta específica de desembolso, mas que há muitos recursos disponíveis e que o objetivo é buscar bons projetos.
“Uma recuperação muito grande do mercado de ações em 2016 nos deu um ganho de R$ 20 bilhões por conta da valorização da bolsa”, disse.
Com isso, o patrimônio líquido do banco saltou de R$ 30 bilhões para R$ 55 bilhões. Acho que é um crescimento muito bom. Além disso, tivemos um crescimento do nosso patrimônio de referência, que chegou a R$ 135 bilhões”, disse o diretor.
RECURSOS
Segundo Baldin, uma procura menor por financiamento em 2016 e o retorno de créditos concedidos no passado geraram um volume maior de recursos para o BNDES, que agora estão à disposição de quem quiser tomar empréstimo no banco.
Ele informou que a maior parte dos projetos apresentados são das áreas de infraestrutura, agropecuária, saneamento e das micro, pequenas e médias empresas.
Em 2016, o BNDES teve um lucro líquido de R$ 6,40 bilhões, contra R$ 6,19 bilhões em 2015. Boa parte do resultado foi alcançado no quarto trimestre, quando o lucro líquido chegou a R$ 2,2 bilhões. No mesmo período do ano anterior tinha apresentando prejuízo de R$ 441 milhões.
PATRIMÔNIO
Em 2016 o patrimônio líquido do sistema BNDES teve um crescimento de 78% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 55,2 bilhões em dezembro.
O resultado foi reforçado pela alta de R$ 28,1 bilhões da carteira de ações do banco, embalada pelo forte desempenho da bolsa, especialmente no segundo semestre.
Já o patrimônio de referência, que determina a capacidade de financiamento do banco, teve uma elevação de 42,8%, chegando a R$ 135,62 bilhões.
De acordo com o BNDES, isso permitiu que o índice de Basileia [que representa o montante de capital próprio que a instituição deve dispor para cobrir riscos de possíveis perdas], que em 2015 tinha ficado em 14,7%, tenha subido para 21,7%. Bem acima dos 10,5% exigidos pelo Banco Central.
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