Comércio lidera extinção de vagas no acumulado até maio
Dados do Caged revelam que 227,8 mil postos de trabalho desapareceram no setor, seguido pelos 108 mil da indústria de transformação

A extinção de 448.101 vagas de janeiro a maio de 2016, segundo os dados com ajuste (que inclui declarações fora do prazo), é a mais intensa para o período desde o início da série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta comparação, em 2002.
Trata-se ainda do segundo resultado negativo para este intervalo - em 2015, foram fechados 243.948 postos nos cinco primeiros meses do ano.
Os dados do Caged mostram que a extinção de vagas de janeiro a maio deste ano ocorreu principalmente no comércio (-227.867), seguido pela indústria de transformação (-108.056).
Também fecharam postos nos primeiros cinco meses de 2016 os setores de construção civil (-86.473), serviços (-84.881), extrativa mineral (-4.190) e serviços industriais de utilidade pública (-2.777).
O setor de serviços foi o que mais fechou postos de trabalho em maio, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram extintas 36.960 vagas no mês passado.
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As demissões também superaram as contratações nos setores de comércio (-28.885), construção civil (-28.740) e indústria de transformação (-21.162). Houve ainda extinção de vagas na indústria extrativa mineral (-1.195) e nos serviços industriais de utilidade pública (-181).
Por outro lado, a agricultura ampliou a sua mão de obra com 43.117 novos postos, segundo o Caged. Além dela, apenas a administração pública abriu novas vagas, com contratação líquida de 1.391 pessoas.
Ao todo, o Caged registrou um saldo de empregos formais negativo de 72.615 em maio.
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No acumulado deste ano até maio, abriram vagas as atividades de agricultura (48.547) e administração pública (17.596).

