Consumidor reduz busca por crédito; cai índice de confiança do comércio

No acumulado do ano a demanda do consumidor por crédito recuou 6,4%, de acordo com a Boa Vista SCPC. A instituição acredita que pode ocorrer alguma reversão deste cenário somente em meados de 2015

Estadão Conteúdo
27/Nov/2014
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Consumidor reduz busca por crédito; cai índice de confiança do comércio

A demanda do consumidor por crédito caiu 0,9% em outubro ante setembro, segundo dados sazonalmente ajustados da Boa Vista SCPC, divulgados nesta quinta-feira, 27. Na comparação com outubro do ano passado a demanda despencou 14,0%. No acumulado do ano, a demanda registra queda de 6,4%, sendo que em 12 meses a retração é de 5,5%.

Em outubro, a demanda por crédito nas instituições financeiras caiu 2,9% em relação a setembro, enquanto para o segmento não-financeiro houve leve alta, de 0,5%. "O mercado de crédito vivenciou nos últimos meses diversos tipos de ajuste que possuem como objetivo uma retomada do consumo. Contudo, pelo próprio caráter das medidas, mais estruturais, até o presente momento os impactos foram pouco significativos", diz o relatório da Boa Vista. A instituição acredita que pode ocorrer alguma reversão deste cenário somente em meados de 2015, suavizando o atual aperto monetário e consequentemente gerando maiores estímulos à demanda.

O indicador de demanda por crédito é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da Boa Vista SCPC por empresas. As séries têm como ano base a média de 2011 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal.

DESÂNIMO NO COMÉRCIO

Às vésperas do período natalino, o comércio brasileiro não parece otimista com as vendas. Em novembro, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) cedeu 1,0% em relação a outubro, já descontados os efeitos sazonais, justamente pressionado pelas expectativas.

"O setor está desanimado com as perspectivas das vendas no período natalino e pouco confiante na continuidade da tendência, captada nos dois últimos meses, de melhora da demanda", avaliou a Fundação Getulio Vargas (FGV), em nota.

Neste mês, o Índice de Expectativas (IE-COM) chegou ao mínimo histórico da série, iniciada em março de 2010. Com queda de 2,3%, o indicador chegou aos 135,9 - o que ainda é favorável, uma vez que está acima dos 100 pontos.

Porém, a FGV destacou que, a um mês da principal data para o comércio, o indicador que mede o otimismo com as vendas nos três meses seguintes recuou 1,1%, para 137,5 pontos. Trata-se do segundo pior resultado da série, perdendo apenas para o mês de setembro deste ano (137,4 pontos).

O indicador que mede o otimismo em relação à situação dos negócios nos próximos seis meses também recuou em novembro. A perda foi de 3,5% ante outubro, para 134,3 pontos, o menor patamar da série.

O Índice de Situação Atual (ISA-COM), por sua vez, subiu 1,3% neste mês, após já ter avançado 5,3% no mês passado. Essas altas, segundo a FGV, foram impulsionadas por uma melhor avaliação da demanda, tendência que parece não se sustentar até o fim do ano.

 

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