Consumo de destilados dispara no interior de São Paulo
O mercado brasileiro de bebidas de luxo cresceu 10% em 2015. Diageo identificou aumento de 156% nas regiões de Bauru, Marília, Sorocaba e Presidente Prudente

Novos sabores, garrafas sofisticadas e o refinamento de alguns destilados têm impulsionado a expansão da indústria de bebidas alcoólicas, e motivado os consumidores brasileiros a investir valores cada vez maiores neste item.
Em 2015, o mercado brasileiro de bebidas de luxo cresceu entre 9% e 10%, de acordo com a consultoria IWSR (Wine and Spirit Research). A Diageo, uma das maiores fabricantes do mundo, foi além da expectativa no segundo semestre de 2015, e registrou um crescimento de 12%.
Neste cenário, o interior de São Paulo representa um recorte ainda mais promissor, ao registrar aumento de 156% nas vendas, no ano passado.
Enquanto o eixo Rio de Janeiro - São Paulo, grande consumidor dessa categoria de bebida, possui uma economia diversificada que reflete diretamente no desempenho do PIB do país, o interior é influenciado por fenômenos locais.
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Exemplo disso é a agropecuária, que cresceu 13% nos últimos 12 meses, e tem elevado a economia local de diversos Estados do país – incluindo cidades como São José do Rio Preto e Ribeirão Preto.
As vendas de uísques de luxo cresceram mais de 62% em volume na região que compreende essas cidades (São José do Rio Preto e Ribeirão Preto), nos últimos 12 meses, de acordo com dados da Nielsen.
Nesse período, vodkas mais sofisticadas, como a Cîroc e a Ketel One registraram, respectivamente, um aumento de 300%, e 200%, no volume de vendas.
Cidades como Bauru, Marília, Presidente Prudente e Sorocaba também se destacam nesse segmento. A comercialização de marcas como Johnnie Walker Blue Label, Platinum Label, e Gold Reserve chegou a crescer 95% nos últimos 12 meses, de acordo com Cecília Gurgel, diretora da Diageo Reserve.
Com uma unidade de negócios especializada no desenvolvimento e distribuição de bebidas super premium (de R$ 130 a R$ 20 mil), a Diageo Reserve cresce à razão de dois dígitos, acima da meta da própria empresa no país.
“O portfólio apresenta potencial para crescer ainda mais, em linha com o que ocorre no mercado de luxo”, diz.
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De acordo com Cecília, o público consumidor de luxo amadureceu e demanda, cada vez mais, experiências com qualidade, autenticidade e singularidade.
Isso exige que a indústria se desenvolva, sobretudo, para entregar produtos e serviços com exclusividade, personalizado e experiências de valor.
Dois exemplos por ela citados. O primeiro é o JW Blue Label, que, por meio de uma degustação guiada, leva o consumidor a uma experiência sensorial única, com possibilidade de personalização da garrafa de uísque. Há também o relançamento do bem raro JW Green Label, para os apreciadores de maltes.
“O portfólio Reserve cria uma conexão emocional com o consumidor, oferecendo uma experiência de valor que agrega conhecimento”, diz.
Além da evolução do agronegócio, Cecília aponta que os consumidores do interior do Estado passaram a ter acesso a experiências de maior valor - nacional ou internacional, e querem repetí-las em suas cidades.
“Eles estão interessados em experiências que agreguem valor, que sejam enriquecedoras, o que explica o sucesso de nosso portfólio Reserve na região”.
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*Foto: Divulgação


