Desemprego na Região Metropolitana de SP sobe para 14,3%

Levantamento da Fundação Seade/Dieese mostra que a taxa de outubro é maior que a de setembro (14.2%) e a de outubro de 2014 (10,1%). Total de desempregados: 1,598 milhão de pessoas

Estadão Conteúdo
25/Nov/2015
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Desemprego na Região Metropolitana de SP sobe para 14,3%

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) subiu levemente para 14,3% em outubro, depois de ficar em 14,2% em setembro, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada nesta quarta-feira (25/11), pela Fundação Seade, em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A taxa também ficou acima da verificada em outubro de 2014, quando estava em 10,1%, e é a mais elevada para os meses de outubro desde 2007, quando ficou em 14,4%.

Essa é a nona elevação mensal consecutiva do desemprego na RMSP. O aumento na passagem de setembro para outubro revela um "movimento atípico para o período, quando usualmente diminui", cita o relatório da Fundação Seade.

No mês passado, o total de desempregados foi estimado em 1,598 milhão de pessoas, 17 mil a mais do que em setembro.

Esse resultado decorreu do aumento de 0,3% do nível de ocupação, em decorrência da geração de 24 mil postos de trabalho, o que foi insuficiente para absorver as 41 mil pessoas que voltaram a compor a força de trabalho da região, o que representa uma alta de 0,4% da População Economicamente Ativa (PEA).

Sob a ótica setorial, o avanço do nível de ocupação decorreu da geração de: 20 mil postos de trabalho na construção, alta de 3,0%; 5 mil vagas no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, acréscimo de 0,3%, e de 3 mil vagas na indústria de transformação, avanço de 0,2%. Apenas o setor de serviços eliminou vagas na passagem de setembro para outubro (25 mil postos de trabalho), uma queda de 0,3%.

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RENDIMENTO MÉDIO

O rendimento médio real dos ocupados na RMSP caiu 1,3% em setembro ante agosto, para R$ 1.860,00, de acordo com a PED.

A renda média real dos assalariados, por sua vez, recuou 1,4% no período, para R$ 1.883,00. Em consequência, a massa de rendimentos dos ocupados recuou 1,0%, enquanto a dos assalariados caiu 1,7%, apesar do avanço de 0,3% no nível de ocupação.

Na comparação com setembro de 2014, houve quedas dos rendimentos médios reais dos ocupados e dos assalariados, de 10,4% e 9,4%, respectivamente. Com isso, as massas de rendimentos de ambos também recuaram: 12,9% nos dois casos.

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Foto: Thinkstock

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