Dólar sobe para R$ 3,92 após rebaixamento do Brasil
Fuga de investidores institucionais estrangeiros do país já influencia a cotação da moeda. Nos Estados Unidos, o Fed subiu a taxa de juros para 0,25% após quase dez anos

O dólar fechou em alta no dia em que o Brasil foi rebaixado pela agência de classificação de risco Fitch, perdendo o grau de investimento. A moeda norte-americana subiu 1,24%, encerrando o dia em R$ 3,9247. O dólar atingiu seu pico às 14h20, quando ficou cotado em R$ 3,9566.
No caso da bolsa, o índice Ibovespa chegou a cair 1,7% logo após o anúncio do rebaixamento, mas recuperou-se um pouco depois das 14h e encerrou o dia em alta de 0,32% aos 45.015 pontos.
A Fitch reduziu a nota do Brasil de BBB- para BB+, abaixo do último patamar em que os países mantém o grau de investimento, ou seja, são considerados bons pagadores e seguros para investir.
Com a decisão da Fitch, o Brasil deixou de ter o grau de investimento (selo de bom pagador) por duas agências internacionais.
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Em setembro, a Standard & Poor's havia rebaixado o país. Sem o grau de investimento por duas agências, os fundos de investimento estrangeiros não podem mais aplicar recursos no país, o que ocasionará a fuga de capitais.
Na semana passada, a agência Moody's mudou a perspectiva da nota brasileira para negativa, o que significa que pode reduzi-la em breve.
Além da turbulência interna, o mercado também operou sob a expectativa da decisão do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) sobre a elevação dos juros nos Estados Unidos.
Após reunião de dois dias, o Fed informou que decidiu subir as taxas de juros de referência em 0,25%, o primeiro aumento desde 2006. O banco sinalizou que as taxas, que estavam próximas de zero, vão subir “gradualmente” a partir de agora.
Juros mais altos nos países avançados atraem mais recursos para essas economias, intensificando a fuga de capitais financeiros de países emergentes como o Brasil.
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