Dólar tem alta de 1% e chega a R$ 3,73
A Bolsa fechou esta quarta-feira-24/10, aos 83.063,56 pontos, em queda de 2,62%

O cenário externo seguiu ditando o ritmo das oscilações no mercado doméstico de câmbio e o dólar à vista fechou no maior patamar dos últimos oito pregões, a R$ 3,7382, em alta de 1%, nesta quarta-feira, 24/11.
O noticiário político continuou no radar das mesas de operação e causou pela manhã certo mal-estar entre os agentes o aumento da rejeição de Jair Bolsonaro (PSL) na última pesquisa do Ibope, mas com as bolsas em Nova York em forte queda e a moeda americana em alta perante a maior parte das divisas dos países emergentes, o dia foi de pressão no real, que terminou a quarta-feira perto das máximas.
A sessão desta quarta foi a segunda consecutiva em que o mercado externo mais avesso ao risco acabou ofuscando o otimismo do mercado com a possível vitória de Bolsonaro. Com o aumento da aversão ao risco, investidores estrangeiros buscaram proteção no dólar e agentes domésticos, como tesourarias e exportadores, buscaram recompor posições compradas, destacam especialistas em câmbio.
BOLSA
A forte migração dos investidores de ativos de risco para os mais conservadores derrubou as bolsas de valores de todo o mundo e não poupou o mercado brasileiro nesta quarta-feira.
O Índice Bovespa chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas logo sucumbiu à onda vendedora vinda do exterior, terminando o dia aos 83.063,56 pontos, em queda de 2,62%.
Entre as 65 ações do Ibovespa, apenas 4 terminaram em alta, a maioria de empresas exportadoras, beneficiadas pela alta de 1% do dólar.
Suzano ON subiu 2,46% e foi o maior ganho do índice. Por outro lado, empresas sensíveis ao risco internacional foram as que mais sofreram. Vale ON, por exemplo, tombou 4,09%.
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