Focus: mercado financeiro prevê inflação de 2026 em 4,36%

Na semana passada, a projeção para o IPCA era de 4,31%. Expectativa para crescimento do PIB permaneceu em 1,85%

Estadão Conteúdo
06/Abr/2026
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Focus: mercado financeiro prevê inflação de 2026 em 4,36%

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 subiu pela quarta leitura consecutiva, desta vez de 4,31% para 4,36%. O movimento ocorre em meio às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou a uma disparada dos preços do petróleo no mercado internacional. A taxa está 0,14 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. Há um mês, era de 3,91%.

A projeção para o IPCA de 2027 aumentou de 3,84% para 3,85%. Há um mês, era de 3,80%. O Banco Central prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,9% e espera que a inflação acumulada em 12 meses chegue a 3,3% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.

A trajetória consta na comunicação da reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom). A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. No Focus desta segunda-feira, 6, as projeções para o IPCA de 2028 subiram de 3,57% para 3,60%. Há um mês, era de 3,50%. Para 2029, a estimativa seguiu em 3,50% pela 31ª semana seguida.

Selic - A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 seguiu em 12,50% pela segunda leitura consecutiva. Há um mês, estava em 12,13%. A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 60ª semana seguida.

O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, no último dia 18. Foi a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário.

PIB - A mediana para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 seguiu em 1,85%. Há um mês, era de 1,82%. O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central. No Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta de 1,6% para o PIB em 2026. Já a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira seguiu em 1,80% pela 14ª semana consecutiva.

As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 108ª e 55ª semana seguidas, respectivamente.

Dólar - A mediana para a cotação do dólar no fim de 2026 seguiu em R$ 5,40 pela terceira semana consecutiva. Há um mês, era de R$ 5,41. A projeção para a moeda no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,45 pela segunda semana seguida. Há um mês, era de R$ 5,50. Para o fim de 2028, a mediana seguiu em R$ 5,50 pela oitava semana seguida. Para 2029, também permaneceu em R$ 5,50, mas pela segunda leitura consecutiva. Há um mês estava no mesmo nível, mas oscilou durante o período.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

Déficit primário - A mediana do relatório Focus para o déficit primário do setor público consolidado em 2026 seguiu em 0,50% do PIB pela sétima semana consecutiva. A meta fiscal deste ano é de um superávit primário de 0,25% do PIB nas contas do governo central, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.

Para 2027, a mediana para o déficit permaneceu em 0,40% do PIB pela segunda semana seguida. Há um mês, era de 0,43%. O alvo do próximo ano é um superávit de 0,50% do PIB, também com intervalo de tolerância de 0,25 ponto porcentual.

 

IMAGEM: Thinkstock

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