Fórum urbanístico discutirá o futuro do setor imobiliário
Pesquisa inédita sobre fachada ativa será apresentada e debatida por arquitetos, empresários e representantes do poder público em evento promovido pelo Secovi

Assim como outros setores da economia, as atividades imobiliárias estão sofrendo os efeitos da crise. O ano de 2014 não foi fácil para a comercialização de imóveis. Consumidores menos confiantes fizeram com que as vendas do ano de 2014 tivessem uma queda de 35,2% na comparação com 2013, quando 33,3 mil unidades foram vendidas.
Os imóveis negociados em 2014 movimentaram R$ 11,9 bilhões na cidade de São Paulo, com queda de 41,9% em relação ao montante de R$ 20,5 bilhões de 2013, considerando os valores atualizados pelo INCC (Índice Nacional de Custo de Construção).
O tema preocupa empresários e profissionais do ramo, que em setembro debaterão alternativas em mais uma edição da Convenção Secovi 2015 – “A Rosa dos Ventos da Indústria Imobiliária”. O objetivo é discutir temas e propostas para que todas as atividades imobiliárias encontrem o melhor caminho a seguir, diante de um cenário econômico que exige mudanças.
Painéis e palestras apresentarão episódios relevantes e atuais da cena nacional e internacional, a partir de visitas técnicas a empreendimentos diferenciados.
O aumento de juros e tributos, a restrição ao crédito e contenção do consumo preocupam o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, pois essas medidas possuem efeitos bastante conhecidos: inflação e desemprego.
“Para o mercado essa situação é particularmente perversa. Nossas operações, que são de longo prazo, dependem de crédito e renda, pois demanda existe. Como deveremos proceder? Apostar em novas fontes de recursos?”, diz. “Retomar a produção de empreendimentos com incorporadoras financiando diretamente os compradores? E o que dizer do programa Minha Casa, Minha Vida? Não por acaso o mote da Convenção deste ano é discutir temas e propostas para que o setor encontre o melhor caminho a seguir”, diz Bernardes.
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FACHADA ATIVA
Uma das novidades do Plano Diretor Estratégico e da Lei de Zoneamento é a fachada ativa, que basicamente, propõe a mistura de usos, com a instalação de comércio e serviços no térreo dos empreendimentos residenciais.
Exemplos bem sucedidos desse modelo são o Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, e o Brascan Century Plaza, no Itaim Bibi. A intenção é estimular a ocupação dos espaços pela população e a partir da interação deixar a cidade mais segura.
No entanto, antes de adotá-la como instrumento urbano, um estudo de viabilidade econômica será apresentado na ocasião.
O painel “Fachadas ativas: comércio e serviços no térreo das edificações” terá coordenação de Mariângela Iamondi Machado, diretora de Associações de Loteamentos Fechados da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP.
O tema será apresentado por Thomáz Assumpção, presidente da Urban Systems, com debates de Ricardo Yazbek, vice-presidente de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Sindicato, do arquiteto e urbanista Eduardo Della Manna, com a também arquiteta Larissa Campagner, da Associação Comercial de São Paulo, e do secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Fernando de Mello Franco.
*Foto: Jacques Lepine/ Estadão Conteúdo


