Geração de vagas formais de trabalho continua em queda

Em 2014, 623 mil postos foram gerados, o pior resultado desde 1999. Expectativa é que o número de agosto, que será divulgado pelo Caged, seja negativo

Estadão Conteúdo
09/Set/2015
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Geração de vagas formais de trabalho continua em queda

O Brasil gerou 623.007 vagas formais de emprego em 2014, o pior resultado anual desde 1999. O resultado ruim está se repetindo em 2015 e a expectativa é que o saldo de empregos formais de agosto, que será apresentado no final da próxima semana, seja negativo. 

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse nesta nesta quarta-feira (09/09)  que espera que os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês passado apresentem uma queda menos intensa que a registrada em julho, quando houve retração de 158 mil postos.

"Acho que ainda vem negativo, porque você não pode cortar abruptamente números que são altos", disse, se referindo ao resultado ruim de julho. 

Nos sete primeiros meses do ano, o país já acumula perda de 494 mil empregos formais. "Esperamos que haja substancial redução na suspensão dos postos de trabalho", disse.

O ministro afirmou que o número preocupa, mas ponderou que o governo vem tomando medidas para reverter o quadro. "Estou entre os otimistas, embora muitos achem que sou muito ingênuo, mas sou otimista, porque se você fizer uma análise de conjuntura da economia brasileira e o que o país hoje representa no mundo, não tem como você entender que o Brasil vai piorar muito mais", disse.

PIOR RESULTADO EM 2014

O número de geração de vagas formais de trabalho em 2014, divulgado pelo MTE, faz parte da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Houve crescimento de 1,27% no estoque de trabalhadores em 2014, na comparação com o ano anterior. De acordo com o MTE, o resultado aponta uma perda de dinamismo na geração de vagas. Em 2013, o crescimento do estoque de vagas foi de 3,14%.

O cenário em 2015 não demonstra que o saldo positivo do ano passado vai se repetir. 

O dado mais recente disponível mostra que somente nos sete primeiros meses deste ano foram fechadas 494 mil vagas de trabalho, segundo levantamento do Caged, também divulgado pelo MTE. 

Número que, para o Dias, é preocupante. "Queremos restabelecer aquele período áureo em que geramos empregos e aumentamos a renda", afirmou.

A indústria foi o setor com o pior desempenho na geração de empregos formais em 2014. No ano passado, o setor fechou 121,7 mil vagas.

De acordo com o MTE, houve queda em 11 das 12 áreas que integram a indústria de transformação. O único ramo com desempenho positivo foi o da indústria de produtos alimentícios, com crescimento de 2,2%.

O levantamento mostra, entretanto, que cinco dos oito setores da economia apresentaram saldo positivo no ano passado. O destaque ficou com o setor de serviços, que criou 587 mil vagas, seguido do comércio, que abriu 217 mil novos postos.

FOTO: Estadão Conteúdo

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