IGP-DI acumula alta de 6,77% em 12 meses
A redução nos preços dos materiais e serviços ajudaram a desacelerar a inflação na construção em novembro

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) avançou 0,05% em novembro, após subir 0,13% em outubro, divulgou na manhã desta quarta-feira (7/12), a Fundação Getulio Vargas (FGV).
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve ligeira queda de 0,01% em novembro, após avançar 0,04% em outubro.
O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, cresceu 0,17% em novembro, após alta de 0,34% no mês anterior. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou elevação de 0,16% ante avanço de 0,21% em outubro.
Com o resultado, o IGP-DI acumula alta de 6,30% no ano e aumento de 6,77% nos últimos 12 meses. O período de coleta de preços para o índice de novembro foi do dia 1º ao dia 30 do mês.
O IGP-M de novembro, que havia captado preços do dia 21 de outubro até o dia 20 do mês de referência, apresentou queda de 0,03%.
A redução nos preços dos materiais e serviços ajudaram a desacelerar a inflação na construção em novembro.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) teve elevação de 0,16%, ante uma alta de 0,21% em outubro, segundo os dados do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI).
O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve queda de 0,09% em novembro, após ter ficado estável no mês anterior (0,0%). Já o índice que representa o custo da Mão de Obra subiu 0,37%, ante alta de 0,39% em outubro.
IPC-DI
Após o aumento de 1,62% na taxa de água e esgoto residencial em outubro, o item ficou estável em novembro, ajudando a desacelerar a inflação ao consumidor no mês.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) registrou alta de 0,17%, em novembro, após aumento de 0,34% no mês anterior, segundo os dados do IGP-DI.
Seis das oito classes de despesas apresentaram taxas de variação menores em novembro: Habitação (de 0,40% em outubro para 0,17% em novembro, sob influência do movimento da taxa de água e esgoto); Transportes (de 0,80% para 0,42%), Comunicação (de 0,89% para -0,02%), Alimentação (de -0,05% para -0,12%), Vestuário (de 0,23% para -0,13%) e Despesas Diversas (de 0,05% para -0,12%).
Houve destaque para os itens gasolina (de 1,77% para -0,09%), tarifa de telefone móvel (de 1,41% para 0,21%), hortaliças e legumes (de 1,37% para -6,34%), roupas (de 0,20% para -0,19%) e alimentos para animais domésticos (de 3,17% para 1,29%).
Na direção oposta, houve aumento maior nos gastos com Educação, Leitura e Recreação (de 0,03% em outubro para 0,43% em novembro), devido a pressões como a do item salas de espetáculo, que passou de -1,00% para 0,67%.
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais repetiu a taxa de variação registrada na última apuração, de 0,54%. O item perfume impactou para cima (0,00% para 0,73%), enquanto xampu, condicionador e creme ajudaram a conter a alta (3,23% para -0,27%).
IPAs
Os preços dos produtos agropecuários medidos pelo IPA agrícola recuaram 1,87% em novembro, após queda de 0,40% em outubro, dentro do IGP-DI. Já os produtos industriais (IPA industrial) registraram alta de 0,75% no atacado em novembro, após avanço de 0,22% no mês anterior.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram queda de 0,55% em novembro ante recuo de 0,33% em outubro.
Os preços dos bens intermediários caíram 0,20% no mês passado, após redução de 0,36% em outubro. Os preços das matérias-primas brutas registraram aumento de 0,83% ante elevação de 0,92% em outubro.
Núcleo do IPC-DI
O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) de novembro subiu 0,36%, taxa menor do que a registrada no núcleo anterior, de 0,42%, referente a outubro.
O núcleo do IPC-DI é usado para mensurar tendências e calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais expressivas altas de preços no varejo. Ainda de acordo com a FGV, o núcleo acumula alta de 6,27% no ano até novembro e avanço de 7,11% em 12 meses.

