Ipea vê tendência de aumento dos investimentos

Para economistas do instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, investidores aguardam o andamento das reformas do governo

Agência Brasil
06/Abr/2017
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Ipea vê tendência de aumento dos investimentos

O indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), ou de investimentos, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentou alta de 3,4% em fevereiro em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. 

O resultado amenizou a queda acumulada nos últimos 12 meses, que passou de 9% para 7,9%.

O economista Leonardo Mello de Carvalho, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, considerou a diminuição do ritmo de queda positiva, porque a recessão vem diminuindo. “Conseguimos ver isso também na comparação em 12 meses”.

Em relação a fevereiro de 2016, o indicador mostrou retração de 1%. 

Carvalho destacou que o resultado de fevereiro não altera muito o cenário de investimentos que o Ipea vem analisando. 

“Vemos um cenário para investimentos com instabilidade. É possível que meses apresentem crescimento, outros queda, porque ainda não observamos condições para uma recuperação mais sólida ou uma tendência efetiva de recuperação.”

Segundo o economista, a alta de 3,4% pode ser explicada, em grande parte, pela produção doméstica, que cresceu 7,2% em fevereiro. 

O cálculo de consumo aparente é baseado na produção doméstica, acrescido das importações e tirando as exportações. Como houve em fevereiro estabilidade nas importações (alta de 0,1%) e as exportações cresceram 15,4% na margem, o bom resultado mensal do indicador foi baseado no aumento da produção doméstica de bens de capital, ressaltou Carvalho.

REFORMAS

O pesquisador do Ipea avaliou que o cenário de investimentos no Brasil ainda continua condicionado a questões que envolvem o bom andamento das reformas

“Se o andamento das reformas continuar com desempenho a contento, a gente espera que as expectativas continuem melhorando, e isso vai acabar impactando de maneira mais forte também nas decisões de investimento”.

Carvalho acrescentou que, com a melhora do mercado de trabalho, ao longo deste ano, talvez de maneira mais clara no segundo semestre, será mais perceptível qual a trajetória de investimento. “No momento, a nossa análise ainda é de cenário de instabilidade”, destacou.

IMAGEM: Thinkstock

 

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