Mercado de veículos deve encontrar o prumo em 2017

A expectativa é do presidente da Renault, que vê a redução dos juros como um estímulo às vendas a partir do segundo semestre. Mas, até lá, as montadoras seguem reduzindo a jornada dos trabalhadores

Estadão Conteúdo
14/Fev/2017
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Mercado de veículos deve encontrar o prumo em 2017

O presidente da Renault no Brasil, Fabrice Cambolive, afirmou que a projeção da montadora para o mercado de veículos leves em 2017 é de estabilidade em relação a 2016.

No ano passado, as vendas de automóveis e comerciais leves somaram 1,98 milhão de unidades, queda de 19,8% ante o resultado de 2015.

Segundo Cambolive, o comportamento do mercado este ano se dividirá em duas fases. No primeiro semestre, vão se sobressair os veículos comerciais, impulsionados pelo avanço da indústria. 

E no segundo semestre, deve haver expansão entre os carros de passeio, que vão se beneficiar de um período com os juros ainda mais baixos, o crédito menos restrito e o desemprego parando de subir.

A projeção foi apresentada pelo executivo durante evento de lançamento da SUV Captur, que será produzida na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. 

A escolha deste tipo de carro é uma resposta ao avanço do segmento nos últimos anos. A participação das SUVs no mercado saltou de 11% em 2014 para 18% em 2016. Em mercados mais maduros, a fatia chega a ser de 25% a 30%. 

FÉRIAS COLETIVAS

A fábrica da Ford em Taubaté, no interior de São Paulo, decidiu dar férias coletivas a cerca de um terço dos seus funcionários, entre os dias 1 e 10 de março, com retorno previsto no dia 13 de março. 

A unidade, que fabrica motores e transmissões, conta com aproximadamente 1,5 mil funcionários.

Enquanto o sindicato dos metalúrgicos da região fala que as férias coletivas valem para cerca de 600 trabalhadores, a Ford diz que são aproximadamente 450. 

Além disso, todos os trabalhadores da fábrica, de férias coletivas ou não, tiveram seus cadastros no Programa de Proteção ao Emprego (PPE) renovados por mais quatro meses.

No PPE, a Ford reduz a jornada dos seus trabalhadores em 20% e o salário em 10%. Os outros 10% da remuneração são bancados pelo governo federal, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). 

Na fábrica da montadora em Taubaté, o benefício do PPE terminaria no fim de fevereiro, depois de um ano de duração, mas é possível renovar por até mais um terço do período inicial. Com a renovação, o PPE agora vale até o fim de junho.

A Ford já havia decidido dar férias coletivas a todos os metalúrgicos da unidade de São Bernardo do Campo, onde produz carros e caminhões. 

Segundo o sindicato do ABC, a medida envolve entre 2,5 mil e 3 mil funcionários. Eles ficarão em casa entre os dias 13 e 31 de março.

IMAGEM: Thinkstock

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