Mercearia salgada foi a cesta menos impactada pela crise
Nielsen pesquisou 400 mil lojas do pequeno varejo que, respondem por 58% do faturamento total dos canais de venda no país

Levantamento da Nielsen aponta as categorias de produtos que cresceram em volume e valor em cerca de 400 mil pontos de venda do pequeno varejo pesquisados em todo o Brasil.
Trata-se de análise relevante de produtos que caminharam na contramão da tendência de queda do consumo em um cenário de dois anos seguidos de retração em volume.
A análise se concentra no pequeno varejo (tradicional + 1 a 9 checkouts) que responde por 58% do faturamento total dos canais de venda.
Desse universo, a pesquisa apontou as 15 categorias que mais cresceram em volume e valor.
O estudo da Nielsen, que compara o primeiro semestre de 2016 com o mesmo período de 2015, mostra que a cesta mercearia salgada é a menos impactada no pequeno varejo, com crescimento de 9,9% em valor, seguida por mercearia doce (+8,7%), higiene e beleza (+7,1%) e limpeza do lar (+5,4%).
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O crescimento médio das cestas no período foi de 5,1%. Outras cestas ficaram abaixo da média: bebidas alcoólicas (+3,9%), bebidas não alcoólicas (+2,2%), perecíveis (+3,2%) e outros (+1,3%).
Em volume, todas as cestas apresentaram perdas, em média de 4,7%. A cesta mercearia salgada novamente foi a menos impactada, com retração de 2,5%.
Bons exemplos de crescimento dessa cesta são as categorias molho de tomate, que cresceu +7,2% em valor e +2% em volume, e óleo e azeites, com alta de +19,4% em valor e +2,4% em volume.
Outras categorias que apresentaram crescimento no pequeno varejo em volume e valor foram: repelentes, inseticidas, café, leite em pó, água mineral, margarina, creme de leite, aguardente de cana, esponja sintética, alimentos para gatos, pudim/gelatina, limpador de banheiro e farinha de trigo.
A pesquisa também mostra que a indústria tem apostado em tamanhos maiores e aumento de ofertas e embalagens promocionais e se adaptado ao novo cenário de consumo que valoriza, sobretudo, o custo-benefício, com crescimento das marcas low price, também conhecidas como talibãs.

