No Alto Tietê, 30% das indústrias planejam parar neste final de ano
Pesquisa do CIESP aponta que número menor de empresas pretende dar férias coletivas em 2016 e, as que vão interromper atividades, será por menos tempo
Neste final de ano, um número menor de empresas deverá conceder férias coletivas aos trabalhadores na Região. Pesquisa de amostragem realizada pela Diretoria Alto Tietê do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) aponta que 30% das fábricas planejam reduzir, ou mesmo suspender, as atividades entre dezembro e janeiro, enquanto a maioria – 70% delas – pretende manter ativa a produção.
A pesquisa do CIESP mostra que o planejamento das indústrias do Alto Tietê agora em 2016 está diferente do realizado em 2015, quando quase a metade (47%) das empresas concederam férias coletivas aos trabalhadores.
Além do número inferior de indústrias que planeja parar neste final de ano, a duração das férias coletivas também deverá ser menor do que a registrada em 2015. A pesquisa do CIESP revela que as fábricas planejam parar por 10 dias, entre 24 de dezembro e 2 de janeiro.
Para o diretor do CIESP Alto Tietê, José Francisco Caseiro, esse planejamento das empresas sobre as férias coletivas indica duas situações, que decorrem do período difícil pelo qual o setor industrial passa. A primeira é que as empresas já estão operando com quadros enxutos de trabalhadores para manter um nível mínimo, e necessário, de produção que não permite paradas. Outro ponto é que muitas estão sem verba para custear as férias coletivas ou já utilizaram desse recurso trabalhista ao longo do ano, em meses mais críticos.
“Infelizmente, esse número menor de empresas dando férias coletivas não significa que a produção industrial está em alta. Até ocorreu uma ligeira recuperação em alguns setores, mas até o momento os indicadores apontam que a indústria vai terminar 2016 com um desempenho pior do que 2015”, avalia Caseiro. “Na maioria dos casos, as fábricas já não podem se dar ao luxo de conceder férias coletivas aos trabalhadores, enquanto outras já conseguiram manter um planejamento mínimo ao longo do ano e vão parar, por exemplo, para manutenção. Portanto, é uma situação muito particular de cada empresa”, acrescenta o diretor do Ciesp Alto Tietê.
Segundo a pesquisa, 70% das indústrias do Alto Tietê planejam manter as atividades neste final de ano, contra 53% de 2015.

