Número de cheques devolvidos tem pior resultado desde 2009

Indicadores da Boa Vista SCPC e Serasa Experian mostram que aumentou a quantidade de cheques sem fundos no primeiro semestre, reflexo do orçamento mais apertado

Estadão Conteúdo
29/Jul/2015
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Número de cheques devolvidos tem pior resultado desde 2009

Dois indicadores mostram que o volume de cheques sem fundos (segunda devolução) no primeiro semestre deste ano foi o maior para o período desde 2009. A piora é reflexo do aumento do desemprego e da menor capacidade de pagamento dos consumidores por causa da inflação e dos juros altos.  

O percentual de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos ficou em 2,14% do total movimentado no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Trata-se do maior nível para o período desde 2009 (2,25%). No primeiro semestre do ano passado, a variação foi de 2,04%.

Considerando apenas o mês de junho de 2015, o percentual de devolução de cheques sem fundos foi de 1,98%, menor que os 2,24% de maio e maior que o índice de 1,85% em junho de 2014.

No acumulado do primeiro semestre, o número absoluto de cheques devolvidos caiu 5,3% ante o mesmo período de 2014, para 7,458 milhões. No caso das pessoas físicas, a queda foi de 7,4%, enquanto nas jurídicas houve elevação de 0,2%. Já o total de cheques movimentados recuou 10%, para 347,785 milhões.

O indicador da Serasa Experian também mostra uma alta de 2,19% de cheques devolvidos - sobre o total compensado - no primeiro semestre deste ano. Foi o maior patamar para o período desde 2009 (2,30%) e o segundo maior desde o início da série histórica, iniciada em 1991. No primeiro semestre do ano passado, o percentual foi de 2,09%.

Considerando apenas o mês de junho de 2015, o percentual de devolução de cheques sem fundos foi de 2,02%,menor que os 2,29% de maio e maior do que o índice de 1,92% em junho de 2014.

Segundo os economistas da Serasa, a elevação no primeiro semestre deve-se principalmente aos reflexos do aumento do desemprego, da inflação e das taxas de juros na capacidade de pagamento dos consumidores.

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