O que considerar para comprar ou vender uma empresa
Para os investidores capitalizados, uma oportunidade. Para quem quer alinhar o caixa da empresa, uma saída
A desaceleração da economia brasileira tem provocado um aumento no número de empresas com dificuldades financeiras que, como parte de um plano para aperfeiçoar suas finanças, buscam vender ativos ou parceiros estratégicos que possam injetar caixa para auxiliar no pagamento de dívidas (bancárias, fiscais, operacionais).
Esses parceiros estratégicos também podem auxiliar no processo de análise estratégica do negócio visando maximizar os resultados das empresas.
Por outro lado, existem também empresas mais saudáveis financeiramente que já foram assediadas no passado por possíveis interessados, cuja negociação não foi adiante ou que estão sendo procuradas no momento.
Em ambas as situações, quanto melhor preparada estiver a empresa, seus sócios conseguirão ter a calma e a tranquilidade para pontuar e negociar os pontos de maior risco, para que o preço do negócio não seja afetado de forma severa.
É muito bom saber de forma analítica a natureza e o montante dos riscos envolvidos para que se possa ter segurança na hora de sentar à mesa com o potencial comprador, isso faz uma diferença enorme. No mundo dos negócios não adianta apenas imaginar que a empresa vale x, levando em conta o valor sentimental dos sócios na precificação do negócio, se isso não puder ser comprovado por meio de dados reais e também dos riscos envolvidos, que serão muito provavelmente apontados pelo comprador que, com certeza, pleiteará algum desconto no preço do negócio.
Para os investidores que atualmente estão capitalizados, esse tipo de ativo pode ser uma boa oportunidade de compra. A avaliação desse tipo de ativo, na ótica do comprador, pode gerar ganhos de sinergia ou em uma análise mais aprofundada a ineficiência operacional, pode gerar ganhos futuros, assim que essa ineficiência seja sanada. Dentro desse contexto, o ativo pode ser bastante atraente e até mesmo barato, o que instiga o comprador a efetuar a compra.
O comprador geralmente procura assessoria especializada para auxiliá-los no processo de identificação de assuntos importantes no âmbito contábil, tributário, trabalhista e previdenciário para demonstrar e quantificar os potenciais riscos envolvidos nessas áreas, além de um bom assessor jurídico para analisar os riscos já materializados e também na confecção/análise do contrato de compra (“SPA”).
Os especialistas das áreas tributária e trabalhista e previdenciária costumam efetuar a revisão dos últimos cinco anos fiscais. Já na parte contábil, é importante analisar a qualidade das informações financeiras (balanço patrimonial e demonstração de resultados), visando analisar as operações sob a ótica de uma empresa normalizada (desconsiderando itens não operacionais/não recorrentes).
Enfim, um comprador experiente saberá ponderar os riscos, vis à vis o retorno esperado, portanto é bastante importante estar bem assessorado para uma negociação, independente do lado da mesa que você esteja.

