Pesquisa aponta aumento na procura por crédito habitacional

O levantamento do Banco Central foi feito com instituições financeiras que respondem por mais de 90% do mercado de crédito no Brasil

Estadão Conteúdo
29/Mar/2017
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Pesquisa aponta aumento na procura por crédito habitacional

A nova pesquisa trimestral de condições de crédito mostra melhora em todos os segmentos pesquisados, com clara reação positiva da demanda por empréstimos entre empresas e famílias.

A reação mais pronunciada acontece no crédito habitacional para pessoas físicas, cuja demanda reagiu com força.

Realizada trimestralmente com instituições financeiras que respondem por mais de 90% do mercado de crédito no Brasil, a pesquisa divulgada nesta quarta-feira avalia três fatores: perspectiva para a oferta, demanda e aprovação das operações.

Para os três quesitos, são feitas avaliações que oscilam de -2 (cenário mais adverso) até +2 (cenário mais favorável).

No crédito habitacional para pessoa física, a demanda para os próximos três meses ficou em +0,63 - o que mostra reversão em relação aos três meses anteriores, quando o índice da demanda estava em -0,25.

A perspectiva de aprovação desses financiamentos também melhorou e passou de +0,13 para +0,38. No crédito pessoa física para o consumo, a demanda passou de -0,24 para +0,14.

A perspectiva de oferta e aprovação desses empréstimos também melhorou e passou, respectivamente, de -0,05 para +0,11 e de -0,05 para +0,10.

Para as firmas, a perspectiva de demanda por crédito entre as grandes empresas passou de -0,22 nos últimos três meses para +0,22 no próximo trimestre.

A previsão de oferta nesse segmento melhorou, mas continua negativa e passou de -0,43 para -0,13.

Em relação ao crédito para as micro, pequenas e médias empresas, o índice da demanda passou de -0,41 para +0,09.

Assim como para as grandes, o cenário para a oferta melhorou, mas ainda é negativo e passou de -0,69 para -0,44.

O chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, explicou que a reação da demanda pode ser resultado da queda do endividamento entre empresas e famílias.

Além disso, a melhora das condições macroeconômicas e redução relativa do custo de crédito encorajam a tomada de crédito, diz o técnico do BC.

Apesar dessa melhora dos indicadores de demanda, Maciel nota que a "pesquisa ainda mostra níveis ainda bastante modestos" das condições de mercado de crédito.

IMAGEM: Thinkstock

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