Polícia Federal prende novamente ex-presidente da Eletronuclear
Othon Luiz Pinheiro (na foto) continuava exercendo influência sobre a empresa, subsidiária da Eletrobras, mesmo estando em prisão domiciliar

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira (06/07) o ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, num condomínio na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, onde já cumpria prisão domiciliar.
Ele foi levado para a sede da PF, na Praça Mauá, no Centro da cidade, de onde seguirá para o Complexo Penitenciário de Bangu, na zona Oeste da cidade.
A prisão do ex-presidente da Eletronuclear ocorre no âmbito da Operação Pripyat, deflagrada no início desta manhã. O nome da operação é uma referência à cidade ucraniana onde ocorreu o acidente nuclear de Chernobyl.
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MOTIVO
Othon Luiz Pinheiro foi preso porque continuava exercendo influência sobre a empresa, subsidiária da Eletrobras, mesmo estando em prisão domiciliar.
Segundo o procurador da República Lauro Coelho Jr., mesmo após a prisão, a Eletronuclear produziu documentos que foram usados na defesa de Pinheiro no processo que corre na Justiça federal do Rio, originado na 16ª fase da Operação Lava Jato, denominada Radioatividade.
Já o atual presidente da Eletronuclear, Pedro José Diniz Figueiredo, foi acusado de interferir na comissão interna de investigação da subsidiária da Eletrobras, afirmou o delegado federal Frederico Skora, responsável pela investigação. "Ele exercia pressão sobre os funcionários, indicando como deveriam proceder nas oitivas", disse o delegado.
Figueiredo foi conduzido de forma coercitiva para depor na operação deflagrada nesta quarta e seu afastamento do cargo foi determinado pela Justiça federal do Rio. O presidente é o único executivo da Eletronuclear da ativa entre os alvos da operação de hoje.
FOTO: Alaor Filho/EC
*Com informações de Estadão Conteúdo

