Política mistura equipe de Temer a Miss Bumbum de ministro de Dilma

Senado cumpre formalidades para o esperado impeachment, vice-presidente monta equipe e redes sociais valorizam o corpaço (foto) da mulher do novo ministro do Turismo

João Batista Natali
26/Abr/2016
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Política mistura equipe de Temer a Miss Bumbum de ministro de Dilma

A comissão especial do impeachment no Senado definiu nesta terça-feira (26/01) seu presidente e seu relator. Mas Raimundo Lira (PMDB-PB) e Antônio Anastasia (PSDB-MG) são quase coadjuvantes de um processo em que o ator principal passou a ser, em definitivo, o vice-presidente Michel Temer.

As formalidades cumpridas pelo Senado para o afastamento de Dilma Rousseff, dentro de talvez 14 dias, viraram um simples prato jornalístico secundário. A refeição institucional com maior substância é outra. Trata-se da composição e das orientações do novo governo.

O ainda vice-presidente conversou informalmente nesta terça com o jornal O Globo e disse ter ficado “muito bem impressionado” com a longa conversa, domingo, que teve com Henrique Meirelles.

Deu a entender que ele seria o ministro da Fazenda e que caberia a ele a escolha do presidente do Banco Central.

O senador José Serra (PSDB-SP) seria um bom nome para um dos grandes ministérios da área social, mas sua indicação ainda depende da posição do PSDB.

Temer também afirmou que gostaria de ter como ministro da Justiça o advogado Mariz de Oliveira, e que estariam no governo Geddel Vieira Lima, Moreira Franco, Eliseu Padilha e Henrique Alves, todos peemedebistas.

Afirmou, por fim, que terá “no máximo” 25 ministérios, em contraste com os 39 de Dilma no começo do segundo mandato.

Duas outras informações importantes. Na segunda-feira, Temer deixou vazar o plano de determinar uma auditoria nos bancos públicos – como Banco do Brasil, Caixa, BNDES e Banco do Nordeste -, em busca de cadáveres [ele não usou essa expressão] que o Partido dos Trabalhadores possa ter deixado nos armários.

A segunda informação. Segundo a seção Radar, da revista Veja, o ainda vice-presidente cortará as verbas públicas de entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem teto) que atuam como aríetes dos chamados “movimentos sociais”, que apoiam o governo desde o primeiro mandato de Lula.

Digamos que esse conjunto de informações vale por um pacote inicial de intenções. É o que há de importante por enquanto.

O resto da agenda jornalística se divide entre as etapas para o previsto impeachment no Senado e os estertores de Dilma, em seus últimos dias de palácio do Planalto.

Vejamos com relação ao impeachment. A comissão escolhida na segunda-feira, e cujo comando foi eleito por seus 21 integrantes na quarta, demonstrou, já de início, a debilidade do PT e de seus dois aliados dentro do colegiado, o PDT e o PC do B.

Os três partidos tentaram bloquear a indicação de Antônio Anastasia como relator. O professor mineiro de Direito Constitucional, próximo de Aécio Neves, foi qualificado de “suspeito”, porque o partido político ao qual pertence subscreveu assessoriamente a petição de impeachment.

Não faz tanto sentido. Mesmo assim, a minoria petista dentro da comissão contabilizou apenas cinco dos 21 votos. Deverá ser também essa a margem para a aprovação do relatório que pede a saída da ainda presidente da República,

O relatório será então encaminhado ao plenário. Devem estar presentes na sessão 42 senadores. Dilma deixará por 180 dias o Planalto se for esse o desejo da maioria simples dos que se pronunciarem.

A correlação de forças é tranquila para os partidários do impeachment. Segundo a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, há 50 senadores contra Dilma e apenas 20 a favor dela. Nas contas de O Globo, a proporção seria de 49 a 21.

O que se espera é uma bola de neve rolando ladeira abaixo. Isso para que os indecisos, em torno de 11 senadores, adotem o impeachment e totalizem os 54 votos necessários para que, no máximo dentro de seis meses, o afastamento da atual presidente seja definitivo.

Encurralado, o PT não chega a esboçar reações. Lula voltou a Brasília. Não tem ministérios para prometer, já que o governo de sua afilhada deverá durar apenas duas semanas.

Sua reputação de mago da política emagreceu sensivelmente depois da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, na noite de há dois domingos (18/04).

MISS BUMBUM

Digamos que, em teoria, o clima de fim de festa poderia ter mantido uma certa austeridade republicana para o ainda governo.

Mas isso não aconteceu. As cenas finais do governo Dilma escorregaram no patético e no histriônico, com as fotografias de Milena Teixeira, que circulam nas redes sociais. Ela já foi Miss Bumbum nos Estados Unidos e já fez fotos seminua em frente ao Congresso.

Mas ela é também a mulher de Alessandro Teixeira, um petista de terceiro escalão que, na falta de opção melhor, Dilma acabou nomeando como ministro do Turismo.

Milena, então, se deixou fotografar com um avental sumário, em que exibia seios volumosos, qualificando-se como “primeira dama do Ministério do Turismo”.

Qualquer adversário de Dilma que preserve o mínimo de dignidade concordaria que a ainda presidente não mereceria essa cena no capítulo final de seu segundo mandato.

FOTO: FaceBook

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