Prejuízo de empresas aéreas soma R$ 5,9 bi em 2015. É recorde
Perdas das companhias atingem R$ 15,4 bilhões desde 2011, de acordo com a Anac

As companhias aéreas brasileiras registraram juntas um prejuízo líquido de R$ 5,9 bilhões em 2015, o maior da história do setor.
As informações são de levantamento do jornal O Estado de S. Paulo com base nos demonstrativos financeiros das companhias aéreas, divulgados na terça-feira (21/06), pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Trata-se do quinto ano consecutivo de perdas na indústria, que acumula prejuízo de R$ 15,4 bilhões desde 2011.
"É a crônica de uma crise anunciada. Estamos em um ambiente recessivo e os entraves regulatórios do Brasil, que tornam a nossa aviação mais cara do que os padrões internacionais, persistem", afirmou Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear).
O maior prejuízo do setor foi registrado pela Gol, que somou perdas de R$ 3,5 bilhões em 2015. A TAM perdeu R$ 1,57 bilhão, e a Azul R$ 753 milhões.
Apesar de também ter ficado no vermelho, a Avianca foi a única entre as grandes empresas que conseguiu minimizar as perdas, para R$ 12 milhões.
O ano de 2016 continua desafiador para as empresas. Na terça, a Abear divulgou o décimo mês consecutivo de queda na demanda mensal por passagens aéreas em voos nacionais. Em maio, a retração no setor somou 7,7%, na comparação com o mesmo mês de 2015.
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As empresas aéreas estão cortando voos justamente para tentar estancar os prejuízos financeiros, explicou Sanovicz.
"A malha é reduzida pela insustentabilidade em manter voos deficitários", afirmou. Ele estima que o corte de assentos disponíveis para voos domésticos deverá superar 10% neste ano.
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Foto: J.F.Diório/ Estadão Conteúdo

