Prévia da inflação oficial acumula alta de 9,62%
Isso em 12 meses. Em 2016, aumento acumulado é de 4,21%. Os alimentos e os medicamentos são os principais responsáveis pela alta em maio

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,86% em maio, após subir 0,51% em abril.
O resultado, divulgado nesta sexta-feira, 20/05, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções.
Os economistas esperavam uma inflação de 0,57% a 0,81%, intervalo que gerou mediana de 0,77% para o IPCA-15 aguardado.
Com o resultado anunciado nesta sexta pelo IBGE, o IPCA-15 acumula aumento de 4,21% no ano. Já a taxa acumulada em 12 meses até maio foi de 9,62%.
Os alimentos e os remédios foram os principais responsáveis pela alta. Os preços dos alimentos avançaram 1,03% e os dos remédios, 6,5%. Juntos, contribuíram com 0,48 ponto porcentual na formação do índice e responderam por mais da metade, 56%, da taxa do mês.
O grupo alimentação e bebidas teve impacto de 0,27 ponto porcentual, com destaque para batata inglesa (29,65%), feijão carioca (5,04%), farinha de mandioca (4,45%) e leite (2,82%).
O IBGE ressaltou ainda que a soma das altas dos remédios de maio e abril alcança 9,31%, reflexo do reajuste de 12,5%, em vigor desde 1º de abril.
Em maio, a contribuição dos remédios para o avanço do IPCA-15 foi de 0,21 ponto porcentual. O grupo saúde e cuidados pessoais apresentou alta de 2,54%, a mais elevada variação dentre os grupos.
A taxa de água e esgoto, item do grupo habitação (0,99%), também foi destaque entre as principais contribuições para a formação da inflação, com impacto de 0,13 ponto porcentual.
A alta atingiu 9,03% no mês, por conta da variação de 35,93% na região metropolitana de São Paulo, reflexo do fim do Programa de Incentivo à Redução do Consumo de Água.
Entre os demais itens que pressionaram o índice do mês, os principais foram: cigarro (3,70%), telefonia celular (3,40%), automóvel usado (2,38%), TV, som e informática (2,38%), roupas de cama, mesa e banho (2,08%), leitura (1,85%), automóvel novo (1,11%), artigos de limpeza (1,10%), plano de saúde (1,06%), roupa feminina (1,05%), artigos de higiene pessoal (0,92%), mão de obra pequenos reparos (0,87%), empregado doméstico (0,87%), condomínio (0,81%), serviços médicos e dentários (0,79%) e roupa masculina (0,71%).
Já entre os itens em queda no mês, os destaques foram as passagens aéreas, com -8,59%, e o etanol, cujo preço do litro ficou 8,54% mais barato.
A análise por região apontou Fortaleza como a que apresentou a principal alta, de 1,19%. Os menores índices foram os de Brasília (0,55%) e de Goiânia (0,58%). Em Salvador, a alta foi de 1,13%; em Porto Alegre, de 0,98%; Rio de Janeiro, de 0,90%; Belém e São Paulo, de 0,88%; Curitiba, de 0,81%; Recife, de 0,72%; e Belo Horizonte, de 0,70%.
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