Primeira Cyber Monday oficial supera expectativas

Realizada só no e-commerce para desovar os estoques, data faturou quase R$ 200 milhões na segunda-feira após a Black Friday, segundo o Busca Descontos e a ClearSale

Redação DC
01/Dez/2015
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Primeira Cyber Monday oficial supera expectativas

O consumidor começou na quinta, se empolgou na sexta e continuou comprando até a segunda. É o que mostra o resultado da primeira edição oficial da Cyber Monday, data criada para desovar os estoques da Black Friday, que faturou mais de R$ 196 milhões exclusivamente online. No total, foram realizados mais de 518 mil pedidos, com tíquete médio de R$ 378,05.  

O levantamento é da ClearSale, especialista em soluções antifraude que autentica mais de 95% dos pagamentos em transações comerciais, em parceria com o site Busca Descontos, organizador da CyberMonday Brasil e da Black Friday, que entrou para o calendário do varejo brasileiro em 2010. 

Conhecida nos EUA como a “segunda chance” para comprar após a última e maior data promocional do ano, a ação, anunciada timidamente há pouco mais de um mês da Black Friday, superou as expectativas, afirma Juliano Motta, diretor geral do Busca Descontos. 

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Além de fechar com um “número fantástico”, em sua opinião, a Cyber Monday 2015 criou outra dinâmica para o varejo. Pelo menos temporariamente, ajudou a acabar com a “ressaca no consumo”, segundo Motta. Juntas, Black Friday e Cyber Monday faturaram mais de R$ 1,7 bilhão.  

“O que não foi vendido na sexta, nem no sábado e no domingo (já que a Black Friday continuou ao longo do fim de semana), ajudou a limpar os estoques na segunda. E em alguns casos, com descontos mais agressivos”, completa. 

De acordo com Motta, a expectativa é que a data cresça no ano que vem não só no e-commerce, mas também nas vendas pelo celular e aplicativos.  

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O varejo físico, aparentemente, ainda fica fora dessa nova data, já que ainda não se preparou para a Cyber Monday em termos de estoque como o varejo online – uma situação parecida com a Black Friday do início, afirma. 

“Os produtos que sobraram da sexta, que as lojas físicas não conseguiram vender, saíram pelo e-commerce - que deu uma forcinha pra continuar as vendas.”

PROMOÇÃO O MÊS INTEIRO

Apurado por uma metodologia diferente - ou seja, a coleta de dados em tempo real de 95% dos e-commerces brasileiros -, o levantamento da E-bit/Buscapé, iniciado na quinta-feira pré Black Friday, mostra que os cinco dias de descontos (quinta a segunda-feira) oferecidos pelas lojas virtuais renderam R$ 3,02 bilhões. 

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No ano em que entra oficialmente para o e-commerce, a Cyber Monday 2015, sozinha, faturou R$ 294 milhões – um crescimento nominal de 56% em relação à mesma data em 2014. O total de pedidos ficou em R$ 679 mil, com tíquete médio de R$ 433. 

De acordo com André Ricardo Dias, diretor executivo da E-bit, mesmo diante de um cenário econômico desfavorável, o resultado mostra que o ritmo de compras foi intenso durante todos os dias do evento.

“Apenas na sexta-feira (a Black Friday), mais de 1,6 milhão de consumidores aproveitaram as ofertas, com um gasto médio de R$ 980 por pessoa”, afirma.  

Apesar de a data ter surgido para desovar os estoques de eletrônicos – que respondem por 13% dos pedidos, segundo a E-bit - outras categorias se sobressaíram, como moda e acessórios (12,8%), telefonia e celulares (12,5%) e cosméticos e perfumaria (9,1%), lembra Dias.

“Isso mostra que o consumidor aproveitou esse dia extra além da Black Friday para comprar o que não havia conseguido nos dias anteriores”, afirma.  

Juliano Motta, do Busca Descontos, reforça a continuidade do movimento em 2016, com esse foco de segunda chance para o consumidor comprar.

Com isso, a Black e a Cyber não devem ser mais ações isoladas e tendem a se transformar em um período inteiro de promoções no final do ano. Hoje, a Netshoes já faz isso, com o "Black November." 

“Na quarta-feira passada alguns produtos anunciados pelo Magazine Luiza no site oficial da Black Friday acabaram, e eles tiveram de trocar por outros. É um movimento a repensar,  por isso vamos trabalhar essa perspectiva no ano que vem”, conclui Motta. 

Foto: Thinkstock  

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