Queda de vendas e de movimento nas lojas Marisa
Conhecida como uma das redes de moda feminina preferenciais da classe C, a Marisa registra retração de 2,4% no faturamento do terceiro trimestre e de 10% no movimento de clientes em suas lojas de rua

O ambiente para o consumo no varejo brasileiro tende a continuar deteriorado e os efeitos desse momento têm se refletido em um menor fluxo de clientes nas lojas da Marisa.
Em teleconferência com analistas e investidores realizada nesta quarta-feira (28/10) Adalberto Pereira Santos, diretor Administrativo, Financeiro e de Relações com Investidores, afirmou que o "humor do consumidor vem desabando" e que a companhia viu o tráfego nas lojas cair muito fortemente a partir da segunda metade de agosto.
"O resultado de vendas é frustrante, dado que esperávamos o início de uma recuperação, que começou a ocorrer no trimestre, mas a partir da segunda metade de agosto houve perda importante de fluxo, próximo a 10%, principalmente nas lojas de rua", disse Santos.
"Olhando à frente, estamos percebendo que o cenário não é nada positivo", acrescentou.
As vendas da varejista de moda Marisa no critério mesmas lojas, que considera apenas unidades abertas há mais de um ano, caíram 2,4% no terceiro trimestre apesar de uma base de comparação mais fraca do ano passado.
No mesmo período de 2014, a retração havia sido de 1,5%. O executivo destacou que, diante de piora no cenário para o consumo, a companhia tem se concentrado em ajustes e controle de custos.
"Temos um conjunto de medidas estruturais nas quais começamos a trabalhar para preparar a companhia para um cenário ainda pior", comentou.
Santos mencionou como exemplo dessa estratégia de ajuste ao novo ambiente a decisão da empresa de encerrar as atividades no canal de venda direta (venda por catálogo). Ele ainda destacou que a Marisa tem sido menos tolerante quanto a lojas menos rentáveis.
FOTO: Estadão Conteúdo

