Setor de serviços registrou queda de 3,4% no faturamento em 2016

A receita diminuiu em R$ 9,3 bilhões na comparação com o resultado de 2015, segundo a FecomercioSP

Estadão Conteúdo
03/Fev/2017
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Setor de serviços registrou queda de 3,4% no faturamento em 2016

O setor de serviços na cidade de São Paulo registrou recuo de 3,4% no faturamento real em 2016, conforme balanço da FecomercioSP. Em valor, o total foi R$ 263,4 bilhões.

Segundo a instituição, o resultado acumulado do ano passado mostra que as empresas do setor perderam R$ 9,3 bilhões em receitas em relação a 2015, um valor equivalente ao faturamento do segmento de serviços da Construção Civil (R$ 9,4 bilhões). 

Em 2015, o faturamento das empresas paulistanas de serviços já havia recuado 2,8%, totalizando, em dois anos de crise, uma perda de R$ 17,2 bilhões.

No último mês de 2016 também houve recuo na comparação interanual, de 1%, totalizando R$ 22,6 bilhões em receitas, o menor faturamento, em termos monetários, para o mês desde 2012.

Das 13 atividades que compõem o setor, sete registraram retração no faturamento real na comparação entre dezembro de 2016 e de 2015.

As variações negativas mais expressivas foram observadas nas categorias Técnico-Científico (-28,6%), Turismo, Hospedagem,

Eventos e Assemelhados (-23,3%), Representação (-19,1%), Conservação, Limpeza e Reparação de Bens Móveis (-11,4%) e Mercadologia e Comunicação (-11,3%). 

Por outro lado, o setor de Saúde teve o resultado positivo mais significativo (25,1%).

No acumulado do ano passado, os destaques foram similares. As principais contribuições negativas foram os segmentos de Construção Civil (-22,6%), Técnico-Científico (-16,3%), Representação (-15,9%) e Mercadologia e Comunicação (-12,2%). 

Do lado positivo, a FecomercioSP ressaltou a elevação de 21,3% no faturamento real do segmento de Saúde.

A instituição afirmou, em nota, que o declínio do faturamento do setor é um reflexo da crise econômica e política. A FecomercioSP também explicou que a expansão das receitas dos serviços de saúde se justificam pelo aumento do desemprego. 

"As pessoas tentam antecipar consultas e exames que necessitam enquanto ainda possuem convênio médico", traz a nota.

A recomposição das perdas do setor, destaca ainda a FecomercioSP, vai depender da retomada das variáveis determinantes de consumo, como os indicadores de emprego, renda, crédito e a redução dos juros e da inflação. 

"A recuperação de tais indicadores colaborará para que a confiança dos empresários seja restabelecida de forma a contemplarem em seus planejamentos eventuais investimentos ou contratação de determinados serviços", diz em nota.

IMAGEM: Thinkstock

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