Sobe intenção de investimento na indústria

Índice monitorado pelo Ibre/FGV atingiu 90,4 pontos, o maior valor desde o terceiro trimestre de 2015 (91,9 pontos)

Estadão Conteúdo
09/Set/2016
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Sobe intenção de investimento na indústria

O Indicador de Investimento da Indústria, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), subiu 7,9 pontos no terceiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Com o resultado, o índice atingiu 90,4 pontos, o maior valor desde o terceiro trimestre de 2015 (91,9 pontos).

"Assim como ocorre com os indicadores de confiança, o resultado do Indicador de Intenção de Investimentos sugere taxas de crescimento do investimento produtivo menos negativas daqui por diante. Há, no entanto, muita incerteza com relação à execução dos planos de investimento que, associada à combinação de ociosidade elevada, tende a manter o ritmo de retomada de investimentos mais lento que em recuperações recentes", afirmou Aloisio Campelo Jr, Superintendente de Estatísticas Públicas do FGV/Ibre

Segundo a sondagem, 14,8% das empresas pesquisadas informaram que, nos próximos 12 meses, planejam ampliar seus programas de investimento. No terceiro trimestre do ano passado, eram 20,4% e, no segundo trimestre deste ano, 16,2%.

Já a parcela das indústrias que pretende reduzir os investimentos nos próximos 12 meses passou a 24,4% no terceiro trimestre deste ano, em comparação a 28,5% em igual período do ano passado e 33,7% no segundo trimestre.

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A FGV informa ainda que pelo segundo trimestre consecutivo há mais empresas incertas sobre a realização dos seus programas investimento nos próximos 12 meses, 32,7%, do que certas, 30,4%. Com isso, o saldo do indicador de "grau de certeza dos planos de investimento" é de -2,3 pontos.

Esse foi o menor porcentual de empresas certas sobre a execução dos investimentos e o segundo maior de empresas incertas desde o início do quesito (4º trimestre de 2014).

Outro quesito abordado nesse trimestre, foi sobre a probabilidade de revisão do programa de plano de investimentos para os próximos 12 meses.

Atualmente, 57,6% das empresas afirmam que os investimentos devem ficar dentro do programado. Dos 42,4% que consideram uma possível mudança, 23,8% admitem investir mais que o previsto enquanto 18,6% preveem a possibilidade de reprogramação para baixo.

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A Sondagem de Investimentos é um levantamento estatístico trimestral que fornece sinalizações sobre o rumo dos investimentos produtivos no setor industrial. A coleta de dados para a sondagem divulgada hoje ocorreu entre 5 de julho e 31 de agosto. Foram ouvidas 691 empresas.

PRODUÇÃO

A produção industrial avançou em seis dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de junho para julho. Foram registradas altas em Pernambuco (3,9%), no Paraná (2,6%), no Espírito Santo (2,3%), em São Paulo (1,6%), em Minas Gerais (1,1%) e no Ceará (0,4%).

Dentre os locais que apresentaram queda, o principal destaque foi na Bahia (-11,2%), que teve o resultado negativo mais acentuado nesse mês, com a quarta queda seguida na produção. Santa Catarina (-3,1%), Rio Grande do Sul (-2,8%), Rio de Janeiro (-2,3%), região Nordeste (-2,1%) e Pará (-2,0%) também apresentaram baixas, enquanto Amazonas (0,0%) e Goiás (0,0%) repetiram o patamar anotado no mês de junho.

Na comparação com julho de 2015, 13 dos 15 locais pesquisados apresentaram recuo na produção industrial, registrando redução de 6,6% na comparação anual.

As baixas mais intensas foram registradas por Espírito Santo (-21,2%), Bahia (-19,2%) e Rio Grande do Sul (-11,9%). Região Nordeste (-8,1%) e Goiás (-6,8%), tiveram taxas acima da média nacional.

Santa Catarina (-5,5%), Rio de Janeiro (-5,0%), Amazonas (-4,4%), Minas Gerais (-4,3%), Pernambuco (-3,7%), Ceará (-2,0%), São Paulo (-1,8%) e Paraná (-0,1%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas nesse mês. Por outro lado, Pará (9,9%) e Mato Grosso (3,1%) assinalaram os avanços em julho de 2016.

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