Taxa de desemprego em São Paulo sobe para 12,2% no 2º trimestre

O Estado de São Paulo contabiliza 2,9 milhões dos 11,6 milhões de desempregados no país, segundo pesquisa do IBGE

Estadão Conteúdo
17/Ago/2016
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Taxa de desemprego em São Paulo sobe para 12,2% no 2º trimestre

A taxa de desemprego no Estado de São Paulo ficou em 12,2% no segundo trimestre, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira (17/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa é a maior desde o início da série histórica da Pnad Contínua Trimestral, em 2012.

Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua em São Paulo estava em 9%. No trimestre anterior o indicador ficou em 12%.

A renda média real habitual do trabalhado principal em São Paulo foi de R$ 2.482 no segundo trimestre, ante R$ 2.574 no primeiro trimestre. No mesmo período do ano anterior o indicador registrava R$ 2.665.

O Estado de São Paulo contabiliza 2,9 milhões dos 11,6 milhões de desempregados no país, segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo.

Durante a divulgação do resultado trimestral, o coordenador afirmou que entre o segundo trimestre de 2015 e o segundo trimestre de 2016 um total de 848 mil pessoas passaram a procurar emprego no Estado.

A explicação para o aumento da taxa de desocupação, segundo Azeredo, vem do enfraquecimento da indústria e da incapacidade do setor informal em absorver os trabalhadores que perderam o emprego de carteira assinada.

"Com a perda da estabilidade, as pessoas tendem a frear gastos. E com a renda menor, você tem um comércio que tem um processo de saída menor, que exige da indústria uma produção menor e entra esse ciclo vicioso(...). A informalidade só vai se expandir se houver espaço pra isso e em um dado momento aconteceu. Pessoas perdiam emprego com carteira e montavam seu próprio negócio, mas isso foi se desfazendo", afirma Azeredo.

Segundo dados do IBGE, o Estado de São Paulo representa 1/4 da força de trabalho do país, com 24,3 milhões dos 112 milhões de trabalhadores do Brasil.

Das 11,7 milhões de pessoas empregadas na indústria, 3,4 milhões estão no Estado. Porém, em relação ao segundo trimestre de 2015, o número de profissionais empregados no setor era de 3,9 milhões, o que mostra uma variação porcentual negativa de 13,6%, que, segundo Azeredo, contribui para o "ciclo vicioso" que gera o desemprego.

"Em São Paulo a indústria dispensou meio milhão de pessoas. Isso mostra um mercado de trabalho dispensando, com aumento de procura bastante expressivo e com queda no rendimento. E se você tem menos pessoas ocupadas e um rendimento menor, terá uma massa de rendimento de trabalho menor circulando e ativando o ciclo vicioso que se configura atualmente", disse.

No último dia 29, o IBGE divulgou os resultados gerais do mercado de trabalho apenas para o total do País. A taxa de desocupação foi de 11,3% no segundo trimestre.

Segundo o instituto, o resumo da pesquisa anual foi publicado antes dos dados desagregados por regiões para evitar grande defasagem de tempo entre a coleta e a divulgação.

A MAIOR TAXA EM OUTRAS REGIÕES DO PAÍS

A taxa de desocupação no segundo trimestre também foi a maior da série histórica, iniciada em 2012, em todas as grandes regiões do País.

No Nordeste, a taxa de desemprego subiu de 10,3% no segundo trimestre do ano passado para 13,2% no segundo trimestre deste ano.

No Sudeste, saiu de 8,3% para 11,7%; no Norte, de 8,5% para 11,2%; no Centro-Oeste, de 7,4% para 9,7%; e no Sul, de 5,5% para 8,0%.

No primeiro trimestre de 2016, as taxas tinham ficado em 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul.

Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desocupação no 2º trimestre de 2016 foram observadas no Amapá (15,8%), na Bahia (15,4%) e em Pernambuco (14,0%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7,0%) e Rondônia (7,8%).

O resultado foi o maior da série histórica em 20 das 27 unidades da federação. Em Roraima, Rondônia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia e Distrito Federal a taxa não foi a maior já registrada pelo IBGE.

FOTO: Thinkstock

Atualizado às 12h50

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