Um terço das indústrias investirá menos em 2016

Indicador da Fundação Getúlio Vargas sinaliza que, no quarto trimestre, apenas 15,7% das companhias pesquisadas estão prevendo investir mais no próximo ano

Estadão Conteúdo
10/Dez/2015
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Um terço das indústrias investirá menos em 2016

O número de empresas industriais que pretendem reduzir investimentos em 2016 é maior do que a parcela das que planejam elevar os aportes, informou nesta quinta-feira (10/12), a Fundação Getulio Vargas (FGV), ao divulgar o Indicador de Intenção de Investimentos.

O indicador sinaliza que, no quarto trimestre, 15,7% das empresas estão prevendo investir mais em 2016, e 30,8% estão prevendo investir menos.

O Indicador de Intenção de Investimentos recuou 7,0 pontos no quarto trimestre em relação ao trimestre imediatamente anterior, atingindo 84,9 pontos, o menor nível da série iniciada no terceiro trimestre de 2012. Em relação ao quarto trimestre de 2014, o indicador recuou 23 pontos.

"A queda do indicador no quarto trimestre sinaliza continuidade da fase de desaceleração dos investimentos produtivos e reflete o aumento da ociosidade e a baixa confiança empresarial. A pesquisa captou ainda um aumento da incerteza das empresas em relação à execução dos investimentos planejados, uma tendência que, em condições normais, sinaliza o aumento da chance de revisões do planejamento diante de mudanças do cenário", diz nota da FGV.

A divulgação de um indicador de intenção de investimentos na indústria é uma novidade em relação aos relatórios anteriores produzidos pela FGV.

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Até o segundo trimestre deste ano, a instituição anunciava apenas as parcelas de quem pretendia investir mais ou menos, além de fazer um balanço dos aportes nos 12 meses anteriores ao período de referência.

A Sondagem de Investimentos é um levantamento estatístico trimestral que fornece sinalizações sobre o rumo dos investimentos produtivos no setor industrial para os próximos 12 meses. Foram coletadas informações de 3.692 empresas entre os dias 1º de outubro e 30 de novembro.

AUMENTAM OS CUSTOS

O Indicador de Custos Industriais aumentou 2,9% no terceiro trimestre deste ano em relação ao segundo trimestre.

Esse foi o quarto trimestre consecutivo de alta, de acordo com estudo divulgado hoje (10), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Na comparação com o terceiro trimestre de 2014, os custos industriais subiram 11%, índice acima dos 7,6% de aumento nos preços dos produtos manufaturados, o que reduziu a margem de lucro do setor.

Os custos industriais são formados por: custos com capital de giro, custos com tributos e custos de produção. Com o aumento dos juros, os custos com capital de giro subiram 9,5% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre.

O baixo peso relativo desse componente faz com que ele seja responsável por apenas 0,3 ponto percentual do aumento de 2,9% nos custos industriais, explica a CNI. Na comparação com o mesmo período do ano passado, os custos com capital de giro aumentaram 21,8%. O custo tributário teve aumento de 0,2% na comparação com o segundo trimestre e de 2,3% frente ao terceiro trimestre de 2014.

*COM informações da Agência Brasil

IMAGEM: Thinkstock

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