Venda de veículos novos sobe 24,6% em maio
A produção de veículos também cresceu no período. A alta foi de 25,1% em relação a abril

Balanço divulgado nesta terça-feira, 6/6, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a entidade que representa as montadoras instaladas no país, mostra que as vendas de veículos tiveram alta de 16,8% no mês passado, se comparadas a maio de 2016.
Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, 195,6 mil veículos foram comercializados no País, 24,6% acima do número registrado em abril.
As vendas voltaram a subir nos cinco primeiros meses de 2017, quando os 824,5 mil veículos emplacados representaram um aumento de 1,6% em relação a igual período de 2016.
Na apresentação do resultado à imprensa, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, frisou que desde o primeiro bimestre de 2014 o setor não mostrava crescimento em volumes acumulados.
Por categoria, os emplacamentos de automóveis de passeio e utilitários leves, como picapes e vans, subiram 17,3% na comparação com maio de 2016 e 24,7% em relação a abril. No total, 190,4 mil carros foram comercializados no mês passado.
Já os licenciamentos de caminhões, de 4,1 mil unidades em maio, subiram 0,7% se comparados ao mesmo período de 2016. Frente a abril, as vendas dos veículos pesados de carga cresceram 18,3%.
O levantamento mostra ainda que as vendas de ônibus somaram 1,1 mil unidades no mês passado, uma leve alta de 0,2% na comparação anual. Em relação a abril, as vendas de coletivos subiram 35,6%.
PRODUÇÃO
Com 237,1 mil veículos produzidos, a atividade nas montadoras avançou, em maio, 33,8% em relação a igual período de 2016.
Frente a abril, houve alta de 25,1% na montagem de carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus.
O desempenho leva para 1,04 milhão de veículos o total fabricado pelas montadoras nos cinco primeiros meses do ano, uma alta de 23,4% puxada pelo avanço nas exportações e estabilização nas vendas domésticas.
Só nas fábricas de carros de passeio e comerciais leves, como picapes, a produção somou 227,4 mil unidades durante o mês passado, 33,5% acima de igual período de 2016. Frente a abril, a produção nessa categoria teve crescimento de 24,8%.
Já nas linhas de montagem de caminhões, houve alta de 42,1% na comparação anual, e crescimento de 28,4% em relação a abril, num total de 7,6 mil veículos produzidos no mês passado.
O balanço da Anfavea mostra ainda que a produção de ônibus, de 2,1 mil unidades no mês passado, teve alta de 43% em relação a maio de 2016. No comparativo mensal, a fabricação de coletivos subiu 42,9%.
MERCADO EXTERNO
No melhor mês das exportações de veículos da história, as montadoras embarcaram em maio 73,4 mil carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, uma alta de 51,1% na comparação com igual período de 2016.
Na comparação com abril, os volumes exportados subiram 21%.
O resultado leva para 307,6 mil veículos o total exportado nos cinco primeiros meses do ano, alta de 61,8% e também o maior volume acumulado, entre períodos equivalentes, da história.
O faturamento da indústria com exportações subiu 56,9% em maio, na comparação com igual período de 2016, chegando a US$ 1,47 bilhão. Em relação a abril, houve alta de 19,9%.
O resultado leva para US$ 6,04 bilhões - alta de 52,7% no comparativo interanual - o total faturado nos cinco primeiros meses do ano. Além de veículos, o balanço inclui as exportações de autopeças feitas pelas montadoras, assim como as vendas externas das fábricas de máquinas agrícolas, também associadas à Anfavea.
INSUFICIENTE
Apesar do desempenho recorde, o presidente da Anfavea, Antonio Megale, disse que o crescimento das exportações é insuficiente para compensar a fragilidade do mercado interno, o que faz a indústria automobilística seguir operando com ociosidade superior a 50%. Só nas fábricas de caminhões, a ociosidade gira ao redor de 80%.
EMPREGO
As montadoras abriram 478 vagas no mês passado, incluindo nessa conta as fábricas de máquinas agrícolas, também associadas à Anfavea.
A indústria automobilística terminou maio com 121,4 mil pessoas ocupadas. O número representa, porém, a eliminação de 6,58 mil postos se comparado ao total empregado pelas montadoras há um ano.
O presidente da Anfavea informou que, diante de uma ociosidade superior a 50%, 10,3 mil empregados das fábricas de veículos continuam trabalhando em esquemas de jornada restrita, seja em lay-off (suspensão dos contratos), no qual os operários ficam afastados das linhas de produção por até cinco meses, seja no Programa de Seguro-Emprego (PSE), no qual o horário de trabalho, bem como os salários, é reduzido.
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