Volume de títulos protestados sobe 16,4% no 1º trimestre

O valor médio dos calotes foi de R$ 3.735 em março de 2016, de acordo com a Boa Vista SCPC. Para Emílio Alfieri, economista da ACSP, as empresas precisam cuidar melhor do caixa

Redação DC
07/Abr/2016
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Volume de títulos protestados sobe 16,4% no 1º trimestre

O número total de títulos protestados no país registrou alta de 16,4% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

O volume de títulos protestados das empresas subiu 9,3% e, dos consumidores, 27,4%, no período.

“Não há surpresa nos números. Os protestos contra empresas e consumidores estão subindo por causa da recessão”, afirma Emílio Alfieri, economista da ACSP.

Apesar de o aumento de títulos protestados de pessoas físicas ser maior do que de pessoas jurídicas, Alfieri diz que as empresas estão mais descuidadas na hora de pegar e pagar os empréstimos.

“As empresas estão pegando crédito para cobrir rombos sem muita atenção. Em 1998, eram os consumidores que não conseguiam pagar o financiamento. Agora, as empresas também mostram essa dificuldade”, diz ele.

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Para Alfieri, se a empresa tem algum problema, ela deve avaliar a possibilidade de ter um sócio, por exemplo.

Na comparação interanual, os títulos protestados subiram 11,3%. Os protestos aumentaram para os consumidores (39,1%) e recuaram para as empresas (-6,5%).

Na comparação mensal, o número de títulos protestados subiu 15,3%. Para as famílias, os números cresceram 34,7% e, para as empresas, 1,5%.

O valor médio dos títulos protestados para o mês de março de 2016 foi de R$ 3.735, sendo R$ 2.140 para as pessoas físicas e R$ 5.246 para as pessoas jurídicas. 

Em março de 2016, os títulos protestados de empresas representaram mais da metade do total dos protestos no país (51,3%).

A região Sudeste contribuiu com a maior parcela dos títulos protestados (52,6%), seguida das regiões Sul (21,5%), Nordeste (11,6%), Centro-Oeste (10,0%) e Norte (4,4%).

No acumulado do ano, todas as regiões registraram alta, com destaque para o Centro-Oeste, que obteve o maior crescimento, de 30,0%. Na comparação interanual, apenas as regiões Centro-Oeste e Sudeste registraram valores superiores aos do ano passado, com 2,8% e 1,4%, respectivamente.

O maior valor médio dos títulos protestados em março de 2016 foi na região Centro-Oeste (R$ 14.893), ante uma média nacional para pessoa jurídica de R$ 5.246.

Imagem: Thinkstock

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