São Paulo, 17 de janeiro de 2025 – A Rio Tinto e a Glencore discutiram brevemente uma possívelfusão no final de 2024, mas as negociações não avançaram, segundo uma fonte informou a agênciaReuters. Uma fusão entre as empresas teria potencial para ser a maior da indústria de mineração,com um valor combinado de mercado de cerca de US$ 158 bilhões, superando a BHP. Analistas apontamque a Rio Tinto teria interesse principalmente nos ativos de cobre da Glencore, como as operaçõesem Collahuasi, no Chile, e Antamina, no Peru, enquanto demonstraria menos interesse pelos ativos decarvão.
As discussões refletem um movimento estratégico de mineradoras para fortalecer sua posiçãoem metais como o cobre, que têm alta demanda prevista devido à transição energética global. Noentanto, especialistas destacaram diferenças culturais entre as empresas, com a Glencore sendoconsiderada mais agressiva e a Rio Tinto mais conservadora. Além disso, seria necessário umprêmio significativo para os acionistas da Glencore, dado seu bom desempenho financeiro eexposição favorável à recuperação econômica chinesa.
Historicamente, a Glencore já havia tentado uma fusão com a Rio em 2014, mas foi rejeitada.Analistas acreditam que a fusão poderia gerar economias de até US$ 1 bilhão, combinandooperações de marketing e vendas. Além disso, a Glencore segue recompensando seus acionistas, comoevidenciado pelo retorno de capital esperado após sua fusão de US$ 34 bilhões com a Viterra.
A Rio Tinto continua diversificando seu portfólio, adquirindo em 2024 a produtora de lítioArcadium por US$ 6,7 bilhões, enquanto a Glencore comprou a unidade de carvão metalúrgico da TeckResources por US$ 6,9 bilhões. Essas transações refletem um cenário contínuo de aquisições naindústria, impulsionado pela transição para materiais de baixo carbono e energias limpas.
Vanessa Zampronho / Safras News
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