Taxas abrem em queda, na esteira dos Treasuries

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 9 de janeiro de 2025 – As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros(DIs) caem em função dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano) que ainda reagem à atahawkish do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgada na tarde deontem.

O economista-chefe da Ativa Research, Étore Sanchez, entende que o noticiário doméstico destamanhã está extremamente vazio, “o que faz com que o Brasil fique a reboque do comportamentointernacional.”

Ontem pela manhã a produção industrial de novembro mostrou relativamente em linha com o esperado,sem implicações para a nossa perspectiva de PIB, segundo Sanchez.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que as vendas docomércio varejista restrito, que excluem veículos e material de construção, recuaram 0,4% emnovembro ante outubro. A queda ficou próxima à previsão de -0,30%, conforme mediana dasestimativas coletadas pelo Termômetro Safras.

Na comparação com novembro de 2023, as vendas no varejo subiram 4,7%, alinhadas às estimativascoletadas pelo Termômetro Safras.

O acumulado de 2024 chegou a 5,0%, enquanto o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 4,6%.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) divulgou ontem a atahawkish da última reunião. Para a Nova Futura, a ata é consistente com uma pausa nos cortes dejuros. “Em nosso cenário os cortes de juros só voltarão no 2S25, de forma que antecipamos doiscortes de 0,25% nas reuniões de outubro e novembro.”

Ainda segundo Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura, as declarações de Powell [JeromePowell, presidente do Fed] na entrevista coletiva, denotam que apesar do corte de 0,25%, chegou omomento de o comitê ser mais gradualista na condução da política monetária, devido à piora nainflação, o aumento dos riscos inflacionários e as elevadas incertezas em torno dos efeitos daspolíticas da nova administração.

Por volta das 10h25 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2026 tinha taxa de 15,300% de15,365% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2027 projetava taxa de 15,280%, de 15,330, o DIpara janeiro de 2028 ia a 15,280%, de 15,330%, e o DI para janeiro de 2029 com taxa de 15,200% de15,235% na mesma comparação. O dólar opera de lado, cotado a R$ 6,1151 para venda.

Camila Brunelli / Safras NewsCopyright 2024 – Grupo CMA

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